Não se deixe enganar pelas minhas declarações, amigo leitor. Eu gosto da Apple. Na verdade, gosto mais dos seus produtos do que da filosofia da empresa. O que me afasta da marca não é a marca em si, e sim os seus Apple Fanboys MacFags, que como já disse antes, olham os demais seres humanos como raças inferiores apenas porque possuem um iPhone no bolso, ou usam um Mac em casa. Mas esse não é o motivo desse post.

O fato é que a Apple está preparando a sua próxima proposta de inovação (ou de apresentar a sua alternativa para algo que já existe, que é uma teoria que aceito bem melhor). A Apple HDTV está em produção (bom, é o que dizem, mas os rumores são tão fortes que…), e lá nos Estados Unidos, que é o mercado onde a Apple quer se focar com esse lançamento, pelo menos 47% dos lares locais estão interessados em saber como a empresa de Tim Cook pode modificar a forma das pessoas se entreterem diante da tela.

Um estudo realizado pela AlphaWise, em parceria com a Morgan Stanley, revela que os norte-americanos estão entre “muito interessados” (11%) e “interessados de alguma forma” (36%) em uma Apple HDTV. 20% estão dispostos a pagar por serviços premium em uma Apple HDTV, e a maioria deles se apoiam em um argumento: a simplicidade dos sistemas da Apple em seus demais produtos.

O segmento de TVs de alta definição é algo vale o investimento da Apple. Os próprios consumidores estão dando a deixa: um produto com uma interface simples e intuitiva, com os conteúdos já disponibilizados pela iTunes Store, com a possibilidade de instalar aplicativos e até mesmo ser gerenciada pelos iDevices já disponíveis (iPhone, iPad, iPod Touch) é uma combinação poderosa. É uma expansão de um ecossistema que já é forte.

Alguns podem argumentar que o grande problema das HDTVs é que elas ainda são itens muito caros para  maioria das pessoas. Nos EUA, 46% das pessoas estão dispostas a pagar até US$ 1.000 por uma HDTV da Apple, mas é difícil estimar que isso aconteça. Afinal de contas, estamos falando da Apple, e não da AOC. Por outro lado, quem consome produtos da Apple sabe o quanto eles possuem preços “diferenciados” (a.k.a. caros), o que pode diminuir o impacto financeiro.

Além disso, a Apple pode obter lucros no simples fato de expandir o espectro do público onde o seu conteúdo é ofertado, podendo capitalizar ainda mais no aluguel e compra de filmes e episódios de séries de TV. Também pode permitir que a empresa ganhe um pouco a mais na renovação dos direitos de distribuição dessas obras, uma vez que o público que vai consumí-las será maior.

Mas… e no Brasil? Será que isso tudo um dia chega? Nesse momento, não posso dizer nada. Afinal, a Apple HDTV nem existe. Depois do seu anúncio, e dos preços anunciados, é que posso esboçar uma opinião sobre o assunto. Quem sabe o mercado brasileiro, que consome muita televisão, acaba sendo um dos alvos da Apple para isso. Acho difícil pelas questões econômicas e tributárias, mas de repente…

Bom, o que você acha? Você está esperando por uma Apple HDTV?