É, caros amigos… pode acontecer. Você vê um produto, se interessa por ele, se anima para testá-lo, e no final das contas, ele é tão aquém das suas expectativas, que você não tem muita vontade de escrever sobre ele. Aconteceu comigo nessa semana, com o já famigerado Samsung Galaxy Gran Duos.

Eu já escrevi em um post do TargetHD sobre ele, e o seu grande “calcanhar de Aquiles” (a interface TouchWiz), mas tem mais coisas no modelo dual-chip da fabricante sul-coreana que tiram todo o tesão em escrever sobre o modelo. Bom, para começar, eu estou dedicando mais o meu tempo em falar sobre os modelos enviados pelas assessorias, que apoiam o TargetHD, enviando os seus principais lançamentos para testes. E de todas as principais fabricantes, a única que deixou de enviar qualquer tipo de produto para cá foi a Samsung. Até a Nokia voltou a enviar produtos para testes.

E olha que isso não foi por falta de pedir produtos para a Samsung. Mas como entendo que esse interesse também precisa vir da parte deles (mais especificamente, da agência que cuida da assessoria de imprensa deles), não posso ficar correndo atrás da marca o tempo todo. Aliás, a iniciativa de testes do Galaxy Gran Duos partiu exclusivamente por mim, uma vez que a proposta me interessou, além do fato de alguns veículos que cobrem o mercado de tecnologia afirmarem que o esse modelo era “o mais poderoso dual-chip do mercado”.

Em partes. Dual-chip poderoso, na minha opinião, rodam jogos como Dead Trigger sem os sérios problemas gráficos que vi no Gran Duos, e rodam o Real Racing 3, mesmo que com lags. Aliás, um dual-chip poderoso conta com uma GPU mais poderosa, e não a porcaria da Broadcom encontrada nele. E olha que nem estou levando em conta a tela de baixa densidade de pixels (187 PPP) e a sua autonomia de bateria, que é muito baixa, pois são itens já sabidos que esse modelo teria.

Jogos relativamente simples, como é o caso de Subway Surfers, e aplicativos de simples execução simplesmente não são compatíveis com o Galaxy Gran Duos. Tá, eu não esperada um Galaxy Note,mas que ao menos ele pudesse fazer o básico.

Mas o pior de tudo é ver aquele monte de apps inúteis sendo carregados junto com a interface TouchWiz, que só servem para “drenar” ainda mais rapidamente a bateria do dispositivo. A interface adotada pela Samsung é alvo de minhas críticas desde o Galaxy Tab 2, e continuarei criticando até a morte aquilo. Não pelo seu conceito ou suas funcionalidades, mas pelo fato de simplesmente enfiar um monte de bobagens na sua execução, influenciando decisivamente no desempenho geral do dispositivo. E, como falamos de um modelo de linha média, para menos.

Por isso, decidi não fazer um review do Galaxy Gran Duos como os demais produtos que chegam por aqui. Contarei os meus relatos, minhas impressões dentro daquilo que pude testar no pouco tempo que fiquei com o aparelho (que, por sinal, reiniciou sozinho duas vezes em menos de 48 horas). Essa análise deve ser publicada em breve no TargetHD, mas não fiz vídeo review sobre o produto, uma vez que o devolvi rapidamente.

Até porque eu tinha que dar prioridades para o review do LG Optimus G, que deve ir ao ar na semana que vem.