Fnac

 

A notícia da saída da Fnac no Brasil não chega a ser uma grande surpresa. A marca está em nosso país desde 1998, e foi a primeira iniciativa internacional da varejista francesa. Porém, o tempo mostrou que eles não eram tão fortes como prometiam.

Eu sempre gostei da Fnac. Acho a unidade de São Paulo uma loja espetacular. Já cheguei a passar uma tarde toda naquela loja, vendo produtos, testando produtos, comprando produtos. Mas… aqui, ela era mais uma alternativa no meio de tantas outras.

Nada que a Fnac oferecia era muito diferente daquilo que redes como Livraria Saraiva, Livraria Cultura e outras já ofereciam, e com preços tão ou mais competitivos.

A marca francesa prometeu expandir suas operações no Brasil, mas nunca passou das 12 unidades que agora serão vendidas. Uma outra rede pode assumir os estabelecimentos e reformular o modelo de negócio, que cada vez mais se torna complexo para sobrevivência, já que as vendas online ganham mai se mais força.

Sem falar na crise no Brasil, que sempre é um fator de complica ainda mais a vida de qualquer empresa. A concorrência aqui já é pesada, e em tempos onde as pessoas estão trocando os gastos considerados desnecessários ou secundários para cobrir o que é o essencial podem resultar em empresas de determinados setores do varejo em perder clientela e vendas.

Se vou sentir falta da Fnac? Não sei. De fato, existem outras alternativas no mercado brasileiro que acabam suprindo essas necessidades. Nem mesmo pela grife a marca pode fazer falta.

Hoje, muita gente aprendeu a comprar os seus produtos pela internet, ou as outras lojas dentro do mesmo segmento acabam atendendo bem o setor. Logo, os franceses podem entrar na lista de mais um projeto que não vingou como esperado no Brasil, mesmo depois de 20 anos de atividades.

R.I.P. Fnac. Foi bom enquanto durou. Mas é vida que segue.

 

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