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A última grande adição ao portfólio de aplicativos para o Android foi o Vine, um aplicativo para publicar vídeos curtos no Twitter. Tal aplicativo já existia no iOS, e fez muito sucesso no sistema da Apple, com muitas provas que a criatividade dos internautas está em alta. Por outro lado, também vimos algo que aconteceu com o Instagram, e parece ser a nota dominante na hora de lançar novos aplicativos: primeiro, esse app chega no iOS, e se der certo, aí sim esse mesmo app será lançado no Android. E temos aqui, na minha opinião, a principal diferença entre as duas principais plataformas móveis do mercado.

Eu poderia citar muitas diferenças entre os dois sistemas. Que um é um sistema aberto, que o outro é de uso mais simples, que um pode ser personalizado, enquanto que o outro todo mundo recebe a mesma atualização ao mesmo tempo, entre outros exemplos. Mas o que realmente importa é a diferença entre os aplicativos. Hoje em dia, um sistema operacional móvel se mede pelo êxito de sua loja de aplicativos. E é por causa disso que o Windows Phone custa a ser relevante no mercado mobile.Afinal de contas, ainda faltam aplicativos considerados fundamentais em outras plataformas na loja de apps do sistema da Microsoft.

O iOS sempre foi o sistema dominante nesse aspecto. Os melhores aplicativo estavam na Apple App Store, os desenvolvedores se interessavam pelo dinheiro que poderiam ganhar (se sua ideia fosse realmente boa), e essa relação fazia com que a loja da Apple funcionasse muito bem. E alguém que poderia pensar que, com otimismo, depois de tudo o que já aconteceu com o Android e seu sucesso, esse problema estaria solucionado. Mas não foi bem isso o que aconteceu.

É fato que a Google Play Store está se tornando uma loja de conteúdos mais “séria”. Já não encontramos tantos aplicativos do tipo “lixo” atualmente, e isso é algo muito bom. Para nós e para eles. Os usuários acabam chegando ao que interessa de forma mais rápida, e as chances de pagar pelos aplicativos que atendem nossas necessidades aumentam. Mas o caminho é longo, e ainda há muito a ser feito.

O lançamento do Vine for Android é apenas um exemplo de muitos que poderia listar nesse texto. Além do Instagram (já citado), temos o Twitter Music, que até agora não dá sinais de ser lançado no Android. E isso no caso específico dos aplicativos, que é um campo onde normalmente podemos encontrar alternativas decentes.

Se voltarmos a nossa atenção para os jogos, temos um problema sério, e que se torna ainda maior com o crescente sucesso dos consoles com Android e dos próprios dispositivos que permitem rodar jogos mais pesados. Mas mesmo com dispositivos melhores e mais completos em termos de hardware, os jogos realmente bons do mercado mobile ou simplesmente nunca chegam ao Android, ou chegam muito tarde, fazendo com que o sucesso do iOS seja ainda mais avassalador.

Recentemente, foram lançados para o iOS alguns jogos muito bons, como Star Wars KOTOR, Contra: Evolution e Warhammer Quest. Todos muito bem avaliados, demonstrando a sua alta qualidade. Porém, não há nenhuma notícia se algum dia esses mesmos jogos estarão disponíveis para o Android. O mesmo acontece com o game XCOM: Enemy Unknown, que também não tem planos de lançamento para o sistema da Goolge. Um dos jogos independentes mais badalados, o Dots, também não possui versão para o Android, mas vários clones do original foram lançados para a plataforma, capitalizando em cima daquilo que o original não quer lucrar.

É possível encontrar bons aplicativos no Android. Desde a mudança de interface do sistema até apps para redes sociais e produtividade. Porém, não podemos negar que a maioria dos aplicativos e jogos mais importantes ainda são lançados primeiro no iOS. E até que isso não mude, o Android sempre estará um degrau abaixo do seu principal concorrente.

Já a Apple parece não precisar fazer muito esforço para seguir dominando essa tendência. A Apple AppStore funciona muito bem e serviços como o Game Center ou o iCloud (que são muito ruins, por sinal) não fazem com que os seus desenvolvedores migrem para o Android. Vamos ver o que a gigante de Cupertino vai apresentar na WWDC 2013, para continuar retendo a sua grande comunidade de desenvolvedores.