Durante as minhas férias em Balneário Camboriú (das quais eu sinto muita falta), assisti com minha esposa ao filme “Missão: Impossível 4: Protocolo Fantasma”, por dois motivos. O primeiro, e muito importante na decisão: o preço. Estava muito mais barato ir ao cinema lá do que em Araçatuba. E o segundo era pela vontade de ver o filme. Tudo bem, esperava absurdos visuais, cenas espetaculares e o Tom Cruise correndo. Recebi tudo isso, mas em quantidades muito menores que imaginava, o que foi algo muito positivo.

Uma coisa que sempre tive em mente ao assistir os filmes derivados da bem sucedida série de TV é que “o filme se chama MISSÃO: IMPOSSÍVEL”. Logo, é mais que natural que situações absurdas apareçam na tela. Se você tiver essa premissa em mente, você não se choca com algumas coisas apresentadas na tela. Afinal de contas, a principal função do cinema é a do entretenimento. O filme precisa te tirar um pouco da zona da realidade, do universo frio do 100% crível e fisicamente possível. Vale lembrar que a série de TV Missão: Impossível fez sucesso na TV de todo o mundo porque apresentou elementos novos para as séries de ação e espionagem, com situações até então não imaginadas.

A série de filmes que Tom Cruise banca tenta a mesma coisa. E, dessa vez, acho que foi na medida certa. Não tivemos coisas como dois caras em motos atirando enquanto dão um cavalo de pau com a roda dianteira das motos. Para mim, é mais crível ter uma luva com altíssima aderência do que isso. Até mesmo a tecnologia adotada durante o filme é razoavelmente crível (e todos os dispositivos de altíssima tecnologia são da Apple, exceto por um Dell Streak 5, que é usado pelo personagem de Cruise em uma das cenas, mas todos nós sabemos que ele já não existe mais no mercado), tornando a história consistente nesse aspecto.

A história é bem interessante, com um roteiro bem traçado, que conecta bem a história do Missão: Impossível 3 com esse último filme. Algumas cenas são positivamente divertidas, com uma pitada de um bom humor irônico, que ajuda a manter a atenção da audiência na história. A narrativa da história não é complicada, e pessoas de todas as idades podem acompanhar sem maiores problemas por que o Tom Cruise está disfarçado de general russo, ou como eles colocaram um fundo falso dentro do prédio inimigo (mesmo que, teoricamente, existem várias câmeras dentro do prédio, inclusive no local onde eles armaram as traquitanas).

O elenco é bem entrosado, e a maioria das escolhas foram acertadas. Algumas referências aos filmes anteriores aparecem em falas e situações. Quanto às cenas absurdas, elas estão lá, mas não nos fazem dizer o filme inteiro um “ah, vá” ou um “pelo amor de Deus… você não fez isso, certo?”. Tá, tempestades de areia, o maior prédio do mundo e estacionamentos de carros sãos as pistas dos atos mais absurdos de Ethan Hunt nessa aventura, mas isso não tira o mérito que o filme tem. É um bom filme de ação, e me arrisco a dizer que, com tudo o que foi apresentado, “Missão: Impossível 4: Protocolo Fantasma” é o melhor de toda a série. Ou, pelo menos, foi o que me agradou mais.

É um investimento que recomendo. Para quem gosta do gênero, é uma escolha segura de entretenimento.