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Em um passado agora relativamente distante, eu era um dos defensores dos Correios. Afinal de contas, era barato, eficiente e competente. Mas isso em 2006. Hoje, essa imagem mudou.

Os Correios, como vários outro órgãos relacionados ao governo brasileiro, se tornou um verdadeiro elefante dentro de uma sala cheia de copos de cristal.

A empresa ficou ineficiente, incompetente, e em alguns casos, irresponsável. Não são poucos os casos de negligência com encomendas de usuários, extravios e outros expedientes até inacreditáveis.

Agora, sabemos que o e-Sedex vai chegar ao fim em 01 de janeiro de 2017. E a notícia não me surpreende.

 

 

Elevar os lucros. Não importa como

 

O maior prejudicado com essa decisão é, mais uma vez, o comércio eletrônico do Brasil.

Já houve uma modificação nas tributações que automaticamente aumentam os valores cobrados pelos produtos vendidos por e-commerce.

Com o fim do e-Sedex, alguns sites e serviços de comércio eletrônico (Kabum, Mercado Livre, Balão da Informática, etc) terão que utilizar como meio de envio rápido o Sedex convencional, que é naturalmente mais caro.

A ideia dos Correios com a mudança é bem clara: elevar seus lucros a todo custo.

Porém, de que vale elevar lucros se a parte operacional segue comprometida?

 

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Hoje mesmo eu estava lendo relatos no Twitter de encomendas cujo destino ficam na região sudeste, mas que por algum motivo não informado, acabam na região nordeste.

Sem falar nos casos de extravio, produtos que chegam danificados (mesmo indicando um FRÁGIL gigante na caixa) e o péssimo atendimento de alguns funcionários.

Infelizmente, os Correios são, hoje, um retrato do que temos nas instituições gerenciadas pelo atual governo. E não, não estou falando de política ou de partidos. Estou falando de gestão.

Esse tipo de coisa me faz ser sempre a favor de uma concorrência na oferta de produtos e serviços.

É claro que temos serviços de entrega que são privados. Mas por ser a opção mais acessível e competitiva, era obrigação dos Correios oferecerem um serviço melhor.

Mas eu vivo no mundo da fantasia, e pensar assim só mostra como eu estou fora da realidade brasileira.