Galaxy J5 Prime

 

O Galaxy J5 Prime é um smartphone que precisa passar por uma profunda reflexão antes de qualquer pessoa se aventurar na sua compra.

Não que ele seja um smartphone ruim. Até entendo que a Samsung fez um trabalho OK com esse modelo, que claramente chega para competir com modelos concorrentes na casa dos R$ 1.000.

Mas… a Samsung chama esse modelo de Prime apenas porque ele possui um acabamento de metal? Só por isso?

Sim… eu quero entender isso.

Eu compreendo que um dispositivo com acabamento de metal agrega valor ao dispositivo, pois invariavelmente temos um smartphone mais seguro nas quedas e acidentes ocasionais. Por outro lado, não imagino que este é o único item que entra na equação do Prime, ou que enfatize o termo tal e como consigo conceber na hora de apresentar um produto.

O Galaxy J5 Prime possui uma tela com qualidade inferior (720p, contra 1080p de muitos dos seus concorrentes) e uma bateria com uma capacidade consideravelmente menor (2.400 mAh, contra 3.000 mAh dos concorrentes).

E, nessa conta, nem podemos levar em consideração a otimização da versão do Android, pois nesse modelo da Samsung temos o desatualizado Android 6.0 Marshmallow, que naturalmente consome mais recursos do que o Android Nougat.

Some isso ao Android customizado da Samsung (e olha que a TouchWiz melhorou bastante)… e temos uma pequena bombinha em nossas mãos.

 

 

De novo: não estou aqui afirmando que este modelo é ruim. Só que ele invariavelmente fica abaixo dos modelos concorrentes no preço. E parte do meu trabalho é ilustrar as vantagens e desvantagens de determinados produtos, para que o consumidor possa fazer a sua melhor escolha.

Do mais, o que pode pesar a favor do Galaxy J5 Prime é seu conjunto de câmeras (bem sabemos a boa qualidade da Samsung nesse aspecto) e justamente a sua construção de metal.

Fora isso… pense muito bem antes de comprar.