Genesis Nomad

 

Depois do grande sucesso do Mega Drive, a Sega fez o que pode para tirar proveito disso. Projetos como o Mega-CD ficaram famosos, mas o Genesis Nomad, o Nintendo Swtich da década de 1990, não foi visto pelo grande público.

Em 1995, a batalha entre Super Nintendo e Mega Drive era aberta e intensa. A Sony acabava de lançar o primeiro PlayStation, e Atari e Panasonic corriam por fora. Era um cenário muito mais competitivo que o de hoje.

 

 

A Sega mostrava sua força nos fliperamas e com o Saturn nas lojas, mas tentava dar sobrevida ao Mega Drive.

Nesse sentido, eles desenvolveram um console portátil com a qualidade de um console de mesa. Um Mega Drive portátil. O Genesis Nomad.

O console contava com uma tela LCD colorida de 3.5 polegadas (320 x 224 pixels), processador Zilog Z80 a 3.58 MHz, 156 Kbytes de RAM (64 de RAM, 64 de VRAM, 8 para áudio e 20 para ROM), e era capaz de executar qualquer jogo disponível para o Mega Drive.

Contava com seis botões, além de um botão especial para simular o controle clássico. Era compatível com jogos NTSC e se alimentava com 6 pilhas AAA (contava também com adaptador de corrente), além de incluir uma saída A/V para conectar na TV (e sem dock… uau!). Além disso, contava com uma porta extra para conectar um controle padrão do Mega Drive.

 

 

O problema do Genesis Nomad é que ele tinha autonomia para apenas três horas de jogo. Alguns acessórios vendidos separadamente sanava isso, mas aumentavam o peso e o tamanho do console, sem falar que não ampliavam muito o tempo de jogo.

A Sega chegou a lançar um pack de pilhas recarregáveis oficiais, mas com autonomia menor que as alcalinas. Sem falar que na época ainda tinha o efeito memória, ou seja, era preciso descarregar por completo as baterias antes de recarregá-las.

Além disso, o Nomad tinha problemas ao adaptar os jogos, especialmente aqueles com muitos textos, e tela tinha problemas de ghosting bem sérios.

 

 

Por fim, o mercado não estava pronto para um produto como esse. Custando US$ 179, a maioria preferiu economizar para comprar os consoles tradicionais.

A Sega até reduziu seu preço para US$ 79, mas de nada adiantou. Foi fracasso no mercado.

Hoje, o Genesis Nomad é um precioso item de colecionador. E mais uma mostra do quão era complexo o mercado de videogames, onde vemos o novo baseado em ideias do passado. No final das contas, Nunca saberemos o quanto o Nintendo Switch deve ao arriscado espírito desse console.