Pode o tempo passar, os nomes das empresas mudam, mas é inevitável o pensamento que estamos diante de um novo monopólio tecnológico.

A Google domina a pesquisa na web e as redes de publicidade. O Facebook domina as redes sociais e a maior parte do tráfego mobile. E a Amazon é a força dominante no e-commerce, vendendo de tudo (a ponto de se alastrar com lojas físicas).

Se adicionamos os lucros a este grupo, a Apple também estaria aqui, ao absorver 90% dos lucros nas vendas de smartphones, algo notável quando consideramos que a empresa “apenas” vende 10% de todas as unidades.

Qualquer uma dessas empresas pode comprar simplesmente qualquer uma de suas concorrentes (em alguns casos, antes mesmo que ela se torne uma concorrente).

O que o Facebook está fazendo com o Snapchat mostra claramente o que acontece quando uma empresa se recusa a ser comprada. O Snapchat recusou uma oferta de US$ 3 bilhões feita pelo Facebook, e o resultado atual é ver o serviço com grandes dificuldades, uma vez que o Messenger copia todas as suas funcionalidades, aplicando asu seus próprios serviços com muito mais usuários. Assim, evita-se a necessidade de experimentar o produto da concorrência.

Sempre será complicado querer penalizar as empresas por serem muito bem sucedidas. Mas os exemplos históricos mostram que aquelas empresas que deteém muito poder raramente conseguem resistir à tentação de abusar desse poder. Uma prova disso? A Google abandonou o seu slogan “do not evil”.

Mesmo que agora (e durante muito tempo) esses serviços não entregam o que queremos, não podemos deixar de pensar nas consequências de poderem mudar de ideia a qualquer momento, fazendo aquilo que não queremos.

Ou pior: se haverá algo que alguém que possa fazer frente à essas empresas.