HTC Vive

A HTC pretende voltar a comercializar os seus produtos no mercado brasileiro, primeiro com o seu óculos de realidade virtual, HTC Vive, para depois, quem sabe, com a volta dos seus smartphones.

O movimento tem a sua razão de ser. Primeiro, porque a HTC com certeza deve ter revisto a besteira de sair do mercado brasileiro. Não que o Brasil seja uma potência em vendas, mas é o maior mercado da América do Sul, que ainda reserva um potencial considerável. Segundo, porque a empresa quer fazer com que o seu óculos de realidade virtual vingue no mercado de forma mais sustentável possível e, nesse caso, não pode ficar escolhendo muito.

Porém, a pergunta persiste: não é tarde demais para a HTC?

 

Depende do que a empresa pretende fazer

Por um lado, o mercado de smartphones está entrando no seu ponto de saturação. Os fabricantes presentes no mercado nacional estão mais ou menos consolidados, deixando pouco espaço para novos players. Alguns deles que contavam com excelente potencial também estão repensando sua estratégia para o mercado brasileiro. Os exemplos mais emblemáticos são a Xiaomi e a Sony, que por conta da instabilidade do nosso mercado, flutuação do dólar e fim da isenção fiscal, desistiu da produção local de seus smartphones.

Em contrapartida, o sistema “um passo de cada vez” pode funcionar para a HTC. A ideia da empresa é vender o HTC Vive através do seu próprio site. E, antes que você me diga “ah, mas a Xiaomi tentou a mesma coisa no Brasil e se deu mal..”, é importante ter em mente que estamos falando de um dispositivo de realidade virtual, com um foco e apelo específico no mercado.

O que pode atrapalhar a HTC? A mesma coisa que atrapalha todas as outas: o preço do produto.

O HTC Vive lá fora custa US$ 799. Imagine o quanto esse dispositivo pode custar em nosso mercado. Mesmo sendo um produto de uma tecnologia relativamente recente, seu preço é elevado até mesmo para o público-alvo específico que eles buscam. E isso pode atrapalhar o impulso que o fabricante quer ter nesse retorno ao Brasil.

Sem falar no ponto já abordado mais acima: a HTC teria que cavar um espaço no mercado mobile, algo que, hoje, é bem complicado.

Só o tempo vai dizer se eles conseguem se reposicionar no mercado brasileiro. Seria muito interessante ter essa marca voltando ao nosso mercado. Ainda mais com os smartphones top de linha que ficamos babando de longe por anos.