Depois de bloquear os sites indesejados, a Rússia tem que lidar com as consequências disso, bloqueando os sites derivados e os que explicam como acessar sites bloqueados.

Alguns sites bloqueados começam a utilizar domínios alternativos para ficarem disponíveis, ou os usuários utilizam servidores de DNS alternativos, ou cópias desses sites alojados em outros domínios.

Para evitar isso, além dos bloqueios de VPNs, a Rússia vai agilizar o processo de bloqueio aos “sites derivados”, incluindo todos todos os proxies e mirros de sites bloqueados para um bloqueio automático, além de incluir na lista todo e qualquer site que se limite a indicar endereços alternativos ou métodos de acessar os sites bloqueados.

A proibição também se aplica aos motores de pesquisa, que não vai exibir resultados sobre os temas indicados.

Não é difícil de imaginar que tudo o que vai acontecer é que alguns sites vão adotar sistemas que não dependem de serviços de central de domínios, como por exemplo a rede Tor ou outras redes que vão se proliferar como resultado dessas medidas, com tráfego encriptado e mascarado.

A nova lei entra em vigor na Rússia em outubro.