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O código do HomePod da Apple revelou o design do iPhone 8, que deve chegar com um design sem bordas na tela e o desbloqueio através de reconhecimento facial, e não mais com o leitor de digitais.

Os rumores sobre o desaparecimento do Touch ID aumentaram nas últimas semanas, e está bem difícil colocar essa tecnologia abaixo da tela. A Apple não quer colocar o sensor na parte traseira, o que deixa como única alternativa o reconhecimento facial. Mas… será que esta é mesmo a melhor alternativa para um smartphone?

Quem testa vários smartphones testemunhou a inclusão de sistemas biométricos como maior medida de segurança. Quando o Touch ID foi apresentado no iPhone 5S (2013), ele foi fundamental para que o leitor de digital se tornasse quase padrão nos demais smartphones do mercado.

 

 

Os leitores são excelentes para desbloqueio dos smartphones, com um uso absolutamente natural. A forma de agarrar o dispositivo vaz com que o ato de colocar o dedo nesses sensores seja algo instantâneo e até ergonômico.

A característica já está tão integrada nos telefones atuais, que contar com um dispositivo sem o sensor (ou com um sensor ruim) é quase uma aberração. Pode ser um item que não se abre mão depois que usamos uma vez, e isso deixa claro a sua importância no mercado, aumentando a segurança do usuário.

O avanço dos sistemas biométricos nos dispositivos foi notável em outra área: o do reconhecimento facial, que se mostrou apropriado para esses propósitos.

Tal característica ganhou destaque nos notebook com Windows, via Windows Hello do Windows 10. As câmeras frontais ganharam destaque no aspecto de segurança, alcançando o mesmo sucesso que o Touch ID teve inicialmente com os iPhones.

Não dá para imaginar um futuro sem sistemas biométricos nos notebooks, e a tendência é que isso se tornará uma regra em breve. Porém, os sistemas de reconhecimento facial e de iris não apareceram apenas nos portáteis, funcionando bem em smartphones, como foi o caso dos modelos Lumia 950 e 950 XL.

 

 

Logo, o debate não está se os sistemas funcionam. Eles funcionam. Mas… qual é o melhor método para cada caso de uso? É uma boa ideia tirar o Touch ID para adotar o reconhecimento facial ou de iris?

A experiência de usuário pode ser levemente prejudicada. A própria forma de usar o smartphone faz com que a leitura de digitais se torne algo natural. Colocar o dedo no sensor é algo espontâneo e não forçado.

O reconhecimento facial funciona da mesma forma. Nós olhamos para a tela de um computador, e a câmera reconhece o nosso rosto para o desbloqueio do dispositivo e outras ações. Não é preciso fazer nada de especial, e este é um gesto absolutamente natural.

Mas o mesmo não acontece quando usamos um smartphone. Quando precisamos de um reconhecimento facial nesse caso, temos que olhar diretamente para a câmera, o que é um gesto forçado e antinatural, já que normalmente usamos o dispositivo olhando para a tela. Além disso, não dá para ter o reconhecimento a partir de qualquer ângulo ou posição.

Algo similar podemos dizer sobre o leitor de digitais nos notebooks.

A tendência se impõe nos últimos notebooks lançados, com bom resultados alcançados. Mesmo assim, temos que “pressionar o dedo no sensor”, algo incomum e que temos que nos acostumar, muito diferente do que simplesmente olhar para a tela do notebook.

 

 

É provável que o iPhone 8 integre o reconhecimento facial e que seu design sem bordas nos lembre imediatamente que temos que olhar para a câmera para desbloquear o dispositivo. Mas eliminar o Touch ID de vez pode ser um erro. Talvez a Apple esteja preparando uma grande integração do reconhecimento facial e de iris no iPhone 8, mas… será que consegue superar a experiência de uso oferecida pelo Touch ID?

Por enquanto, isso é algo muito complicado de se alcançar.