Foto: Flickr (Mafalda Monacast)

Eu me lembro desse dia. Eu me lembro como estava ansioso durante a semana, e como eu estava nervoso nesse dia. Também me lembro que esse dia foi o ápice de uma trajetória que começou em 2008, quando comecei esse blog (que um dia estava no endereço EduardoMoreira.net). E olha que ainda acho que meus podcasts ainda são meia boca. Mas, tudo bem. Foram meia boca o suficiente para me colocar em um dos palcos da Campus Party 2011 para falar sobre podcast.

Sigo hoje para a minha quarta Campus Party Brasil. Desde 2009, estive em todas as edições (exceto no ano passado, e só não fui porque fiquei doente). Confesso que o gás para participar de uma semana de eventos não é mais o mesmo. Com 33 (quase 34) anos de idade nas costas, diabetes e alguns problemas de saúde que começam a aparecer, não dá mais para ficar uma semana dormindo em barracas com um colchão mal inflado como cama. Isso realmente vai ficar para o pessoal que tem a metade da minha idade, e que consegue virar a madrugada jogando, baixando conteúdos online e gritando “uuooooooooooo!”

Nos anos anteriores, fiz cobertura intensiva do evento. Tudo era novidade, tudo era aprendizado. Coletivas de imprensa, palestras, painéis, debates… com o passar dos anos (e com o cansaço chegando), as novidades passaram a se tornar rotinas, e os assuntos dos painéis foram sendo os mesmos, os debates pouco relevantes (alguns deles sendo mais uma forma de mostrar o quão inflado é o ego da pessoa que está falando), e tudo isso se tornou menos importante. Mesmo assim, a Campus Party Brasil tem a sua utilidade. A principal delas? Encontrar pessoas.

Uma banda larga rápida é ótimo. Se você for esperto, pode ter acervo de filmes e séries para o ano inteiro. Porém, em um local com 8 mil pessoas, você interagir via Twitter, Skype, Facebook, e nem se dar ao trabalho de tirar a bunda da cadeira para conversar com alguém? Não! Isso é muito nerd! Mesmo na última vez que eu estive por lá, o objetivo era encontrar aqueles que eu só conversava pelo Skype o ano todo, conhecer alguns que eu não conhecia pessoalmente, conviver com gente ao invés de conhecer computadores com formatos diferentes.

Networking. Nessa Campus Party Brasil 2013, quero reforçar a marca TargetHD, e estabelecer novas parcerias, contatos… expandir os negócios. E isso é melhor fazer frente a frente, olhando diretamente para o assessor de imprensa de uma marca, e dizer “meu blog é bom, é independente, e tem conteúdo”. Fazer negócios, mesmo, tal como fiz em 2011. É necessário. No caso do SpinOff, quero conhecer novos blogs de séries, conversar com fãs de séries, e bater boca com a Vana Medeiros, que é de praxe.

Mas… o mais importante da Campus Party Brasil é encontrar mais uma vez aquela rede de amigos, que conhecemos ao longo desses anos todos. Tudo bem, alguns se distanciaram por diversos motivos. Mas alguns permanecem lá. E são esses que eu quero encontrar. Confesso que fiquei em dúvida se eu iria na Campus Party desse ano, por diversos motivos. Mas devo admitir também que o desejo de reencontrar essas pessoas bateu mais forte. E ficar acompanhando tudo de longe é frustrante. Logo, é melhor ir para lá e aproveitar um pouco desse encontro.

Começo a fechar as malas para mais uma Campus Party Brasil. Pelos aspectos descritos acima, vale a pena enfrentar as horas de viagem, o sono e o cansaço. Afinal de contas, é uma vez por ano, não é mesmo?