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Construído tijolo por tijolo.

Não acho Nico Rosberg mais piloto que Lewis Hamilton. De verdade. Porém, seria uma grande injustiça se o alemão não vencesse o campeonato mundial de Fórmula 1 em 2016.

Rosberg lapidou esse título como alguém que esculpiu uma obra de arte. Foi mais uma vez questionado por todos quando perdeu uma vantagem de mais de 50 pontos no meio do campeonato. Mas nesse caso, ele trabalhou duro o ano todo para encerrar em Abu Dhabi um dos campeonatos mais bem construídos de todos os tempos.

 

 

Nico é um dos melhores, e sua carreira é a prova disso

 

É sempre importante lembrar que não estou dizendo que Nico Rosberg é um piloto ruim. Pelo contrário. Os números mostram como ele é bom.

Ele já era o piloto com maior número de vitórias sem um título. Correu ao lado de Michael Schumacher nessa mesma Mercedes, e já apresentava um desempenho melhor que o heptacampeão.

Quando Hamilton chegou no time alemão, vinha respaldado pelo título mundial de 2008, e ninguém tinha dúvidas de que era mais piloto que Rosberg. Aliás, o título do alemão hoje não muda minha opinião sobre a superioridade técnica do britânico.

Porém, é inegável dizer que Nico foi um concorrente a altura de Hamilton. Valorizou e muito os dois últimos títulos mundiais do britânico, e os dois protagonizaram uma rivalidade que há um bom tempo não testemunhávamos na Fórmula 1.

Por isso, o título para Rosberg era uma questão de tempo. Ele sabia que precisava correr muito para isso. Mas não desacreditou em nenhum momento que viria.

E veio.

 

 

Não foi líder por apenas três etapas

 

Quando o campeonato de 2016 começou, Nico Rosberg não só largou na frente, como abriu terreno para Hamilton, que teve alguns problemas pontuais, mas apresentou um desempenho abaixo do esperado.

Quando a temporada europeia chegou, explodiu a rivalidade dos dois.

Batidas, fechadas, atravessadas de carros e vários problemas de bastidores beneficiaram Hamilton, que conseguiu descontar a grande vantagem construída pelo alemão. Vale a pena lembrar que, no final da primeira metade da temporada, Lewis era líder do campeonato.

Mas as férias vieram, Hamilton decidiu badalar com Neymar, e Nico se aproveitou disso.

Descontou de novo a diferença, e assumiu a liderança para não perder mais.

 

 

A justiça foi feita

 

No final de 2015, Rosberg já mostrava sinais de supremacia técnica em relação à Hamilton. E mostrou que estava trabalhando muito para superar o britânico na pista.

Olhando para o campeonato como um todo, foi uma disputa de dois carros, sim. Mas a conquista de Rosberg se valoriza pela dificuldade imposta por Hamilton e pelos outros.

Vettel, com todas as limitações da Ferrari, andou muito bem. Assim como Raikkonen, que mostrou competitividade.

Sem falar no Max Verstappen, que é promissor, mas foi um perigo constante para os pilotos ponteiros.

Por conta de tudo isso, Nico Rosberg conquistou hoje um dos títulos mais bonitos de todos os tempos na Fórmula 1. Em um ano onde tivemos um dos campeonatos mais legais.

Que venha o mês de março de 2017, onde prometo acompanhar a minha 33ª temporada desse esporte fantástico.