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O bolo entre os sistemas operacionais móveis se divide de forma muito desigual. O duopólio Android/iOS ganha mais e mais força, e a concorrência é cada vez menor.

A BlackBerry migrou para o Android, a Nokia voltará com o Android, e a Microsoft parece ter jogado a toalha.

Um recente evento da Microsoft não teve referências ou menções ao mundo mobile. Mais: o próprio CEO da empresa, Satya Nadella, admitiu que perderam a batalha no segmento.

Enfim… estamos nos aproximando de um duopólio total?

 

 

Os números deixam poucas esperanças

 

Não existe um sistema operacional melhor que o outro. Bom, quero dizer, a qualidade pouco importa para o seu sucesso.

O Windows Mobile é um sistema sólido, com muitas possibilidades, mas não vingou. Podemos discutir se é mais ou menos fluído que o Android, mas os números mostram a realidade: se um dia ele teve alguma chance, essa chance desapareceu rapidamente.

Com exceção do Japão (com um aumento ridículo de 0.3%), o Windows Mobile só perde mercado, na Europa, Austrália e Estados Unidos. Nos países onde era mais forte (Itália, França, Grã-Bretanha ou Alemanha), as quedas foram importantes.

Ao mesmo tempo, o Android segue crescendo no mundo todo, exceto nos Estados Unidos, com pequena queda), e o iOS, apesar de altos e baixos, segue consolidada na segunda posição.

Não faz muito tempo que o Windows Mobile ocupava a terceira posição do setor, mas uma somatória de dificuldades, decisões erradas e falta de compromisso resultaram em uma queda que pode ser definitiva.

 

A evolução das plataformas móveis

 

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O gráfico acima mostra a ascensão e queda dos diferentes sistemas operacionais nos últimos oito anos, começando em 2009 e cobrindo até o segundo trimestre de 2016. Aqui, está claro quais são os vencedores e perdedores do setor.

A Microsoft começou a sua queda já em 2009, algo que não foi revertido. Um pequeno aumento foi registrado entre 2013 e 2014, coincidindo com o período da compra da Nokia, mas a partir do meio de 2015 a curva volta a cair, junto com a BlackBerry e outros sistemas menores.

Pouco podemos dizer sobre o avanço do Android, que começou no meio de 2009 e se mantém até hoje. Um sistema aberto e sua capacidade de adaptação foram essenciais para sua expansão, e isso não deve mudar tão cedo.

Já o iOS, sistema fechado e presente em poucos modelos, mantém o seu público. É curioso ver sua curva, mostrando picos que coincidem com o quarto trimestre de cada ano, nas janelas de lançamento de novos iPhones.

 

 

Onde a Microsoft errou?

 

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De novo: qualidade aqui não é importante. A Microsoft tentou de tudo para que o Windows Mobile fosse um software muito bom. E essa não é uma tarefa simples. Tanto, que eles mesmos desistiram de apostar no sistema.

Os primeiros anos da era Lumia foram interessantes, e o sistema foi notado. Mas então a Microsoft comprou a Nokia, e isso não rendeu os frutos esperados. A mesma empresa que oferece o software fabricar o hardware não anima as demais empresas a lançar produtos com o Windows Phone.

O presente mostra como a estratégia não funcionou. Nem a própria Microsoft lança smartphones hoje, e as empresas que se animaram a tentar a sorte com o Windows Phone diminuíram rapidamente.

Valente é a HP que ainda se atreve com um ótimo HP Elite x3, mas é muito pouco para a plataforma prosperar.

Além da escassez na oferta, o Windows Phone sempre esteve em desvantagem pela falta de conteúdos. A Microsoft nunca conseguiu o compromisso dos desenvolvedores para abastecer de aplicativos sua plataforma.

E esta é uma batalha que Redmond perdeu. E feito.

A App Store e a Google Play já superaram a barreira dos dois milhões de aplicativos, enquanto que a Windows Store não tem vários aplicativos conhecidos por todos. E isso deixa de ser atraente para o grande público.

Logo, não parece que o duopólio Android/iOS vai ceder terreno tão cedo. O Tizen vende bem em países asiáticos, mas permite a instalação de apps do Android.

Hoje, um novo sistema chegar nos níveis dos gigantes não parece ser algo factível. Porém, nada é impossível nesse mundo. E quanto maior a torre, maior a queda.

Vamos esperar. O tempo vai dizer.