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Hoje eu escrevi no TargetHD mais um post sobre o relatório mensal da participação das versões do Android, com números coletados pela própria Google. O relatório indica que a mais recente versão do sistema, o Android KitKat, “já conta” com 14% de participação do mercado. E esse foi o meu erro: colocar o “já” no título.

Na verdade, 14% é realmente muito pouco para um sistema que já está no mercado desde o final de outubro de 2013. São oito meses de mercado e apenas 14% de participação entre todas as versões ativas. Comparando com o iOS 7, que já conta com mais de 80% de participação entre os dispositivos da Apple, a diferença é mesmo abissal.

Aliás, será que não está passando da hora de ser mais exigente com a Google nesse aspecto? Afinal de contas, acabar de uma vez por todas com a fragmentação do Android é uma missão considerada fundamental para a própria gigante de Mountain View, não só pela consolidação do sistema operacional, mas para diminuir um pouco o mar de críticas que o sistema recebe, por conta de não oferecer uma experiência de uso universal para diferentes categorias de dispositivos.

E isso porque não estou falando no fato de que uma plataforma unificada (ou com uma experiência de uso considerada universal) fatalmente atrai mais desenvolvedores, que não precisam ter o trabalho de adaptar seus aplicativos para diferentes versões do sistema.

Infelizmente, isso não deve mudar tão cedo. A versão 4.4.3 do Android começou a ser distribuída para modelos ditos “protegidos” pela Google, ou seja, os smartphones e tablets da linha Nexus e os modelos da linha Moto da Motorola (Moto X, Moto G e Moto E). Por outro lados, os fabricantes precisam mostrar algum interesse em atualizar os dispositivos já disponíveis no mercado (até porque a grande maioria já lança modelos novos com o Android KitKat).

Ainda empacamos na velha e desgastante polêmica do “pagamos caro por um smartphone que dificilmente será atualizado”. E esse é, de fato, uma grande pedra no sapato para a Google com o Android. É fundamental que tal cenário mude, e rápido. Não que o Android vai começar a perder clientela do nada por conta da fragmentação. Mas esse mesmo mercado pode ficar saturado demais também pelas trocas de opções, não apenas dentro do sistema operacional, mas também para outras plataformas.

Ou você vai me dizer que a Microsoft não está de olho nesses descontentes que sabem que não vão sair tão cedo do Android Jelly Bean, apenas porque o fabricante não tem interesse na atualização da versão do sistema?

É… fica de olho, Google.