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A Samsung anunciou oficialmente o Galaxy S4 Mini. Ok, vamos nos ater no “mini”. Quando qualquer pessoa nesse mundo lê a palavra “mini” depois de qualquer outro nome, vai entender o seguinte “legal: é o mesmo produto/modelo/pau de dar em doido, mas com um tamanho menor”. Menos na Samsung. Para eles, “mini” quer dizer “vamos reduzir tudo: tamanho, especificações, qualidade, preço e satisfação do consumidor”. Então, por que não chama logo de “Samsung Galaxy S4 Reduce”?

Tá, a gente sabe que a ideia da Samsung é tornar acessível a experiência e conceito do smartphone top para aquelas pessoas que não podem vender um rim para pagar o Galaxy S4 original. Dessa vez, algumas coisas eles melhoraram em relação ao Galaxy SIII Mini, como por exemplo a inclusão de uma tela de melhor qualidade (qHD Super AMOLED) e a possibilidade de conectividade 4G/LTE. Mesmoa assim, algumas coisas vitais como o processador e a GPU foram reduzidas, o que pode influenciar de forma negativa na tal experiência de uso.

Será que jamais vamos poder receber smartphones com telas e dimensões menores, mas com processadores potentes? Veja bem, não estou aqui protestando contra os modelos de telas maiores, até porque essa é uma tendência de mercado (eu mesmo procuro um smartphone com tela maior que 4 polegadas). Mas não são todos que querem isso. Quem tem mãos pequenas (não é o meu caso) ficam limitados aos modelos “meia boca” (ou “meia bomba”), onde os fabricantes não conseguem explorar todo o seu potencial técnico, e onde alguma coisa sempre vai ficar restrita pela proposta do “vamos oferecer o bom e barato”.

Sem falar que o que a Samsung faz (chamando modelos de “mini” ou considerando smartphones de linha média “o primeiro dual-chip Premium do mercado” – abraço, Galaxy Gran Duos) algo que beira a propaganda enganosa. Veja bem, eu disse “algo que beira”. Algumas pessoas vão entender que as características técnicas do Galaxy S4 Mini justificarão a sua alcunha de “mini”. Outros vão entender que suas dimensões reduzidas são suficientes para considerá-lo uma versão menor do modelo mais completo dos coreanos.

E eu discordo dos dois grupos.

Para ser “mini”, na minha modesta opinião, deveria sim oferecer um processador mais robusto, e uma GPU mais completa. São elementos fundamentais para que o smartphone ofereça uma maior fluidez no seu desempenho geral, e até mesmo para que a “abençoada” (só que não) interface TouchWiz funcione sem maiores problemas.

Eu não sou contra os modelos populares ou de linha média. Acho que eles precisam existir sim (desde que apresentem qualidade). Porém, não acho válido a Samsung aproveitar o hype do modelo top para vender outros smartphones que, na prática, não são exatamente a proposta divulgada, ou aquilo que se dá a entender no seu nome.

Bom, fato é que o produto será apresentado oficialmente no dia 20 de junho, em Londres. E sei que tem muita gente por aí empolgada em comprá-lo. O que posso dizer? Boa compra. O dinheiro é seu. Mas você já está avisado.