Sim. Eu voltei, cidade de Ponta Grossa.

Você sentiu minha falta? Eu não sei. Mas eu sei que eu senti a sua. E muita.

Não que eu não goste de Santos (SP). Eu gosto. Porém, meu coração estava nos Campos Gerais.

 

Imprevistos acontecem nessa vida. Fazem parte do jogo. E a cada momento reforço em mim a lição que a melhor forma de lidar com os imprevistos e as adversidades é não se desesperar diante delas.

Respirar fundo. Raciocinar. E tomar as decisões mais acertadas.

Como essa, de voltar para a cidade de Ponta Grossa.

 

Tomei essa decisão depois de uma madrugada em claro, pensando nos acontecimentos de Santos.

Eu entendo que EU TENTEI. Abri mão de tudo o que tinha no Paraná, vendi minhas coisas e fui com tudo para viver uma nova realidade em Santos.

Porém, como já diziam os antigos: “só podemos dizer que conhecemos as pessoas depois de comer um quilo de sal com elas”. E, ainda assim, não conhecemos na íntegra essas pessoas.

É interessante como vemos pessoas dizendo mentiras e conveniências por quase um ano, apenas pelo objetivo de trazer você para o mundo dessas pessoas, para depois entender que tudo isso foi uma manobra apenas para neutralizar e roubar a vida que você tinha.

Minha vida estava consolidada em Ponta Grossa. Trabalho, amigos, atividades musicais. Tudo no seu lugar.

Isso tudo mudou. Por escolha minha. Por influência dos outros.

Erro meu. Mas que já foi corrigido.

 

Grandes lições eu tiro dessa jornada em Santos. A primeira e mais importante delas: não abra mão da sua vida POR NINGUÉM.

Além disso, valorize mais a sua vida. Seus conhecimentos e habilidades. A experiência de vida obtida nessas idas e vindas farão com que eu consiga reestruturar minha vida de forma mais eficiente.

Por fim, jamais permita que outras pessoas mudem quem você é, ou que tente matar os seus sonhos.

Eu amo escrever sobre tecnologia. Amo fazer isso todos os dias, o dia inteiro. E isso não vai mudar.

Eu amo a música. Passo todos os dias ouvindo música, consumo qualquer coisa que envolva música, participo de movimentos musicais todos os dias da semana, e me envolvo com iniciativas que projetam a música para outros patamares.

E isso também não vai mudar.

Minha vida será remontada no Paraná de uma forma melhor, mais construtiva, com maior qualidade. Essa é a melhor parte do processo.

 

Ajuda? Claro que preciso.

Mas fico feliz por ter tomado a decisão de voltar sem medo. Sem receio de críticas e cobranças. Sem se importar com críticas e cobranças.

Voltei porque minha vida no Paraná estava ótima. Eu estava feliz. E é aqui que minha felicidade está.

Amo minha liberdade de tempo, de ir e vir e de decidir por mim. Amo o fato de poder fazer o que quero, quando quero, onde quero e sem ter que dar satisfações para ninguém.

 

E vou amar rever os amigos que aqui deixei. Os locais que frequentei, as atividades que deixei aqui.

E saber que tantos projetos estão começando, e que poderei participar de todos eles…

 

Sim… algumas portas se fecharam.

Mas outras tantas (e melhores) estão se abrindo…