project-unity

Desde 2008, quando comecei a escrever na internet, eu vi muitos dispositivos capazes de executarem jogos de múltiplos consoles em um único produto. Sempre quis um console “híbrido”, para economizar espaço e ter um dispositivo de tecnologia que pudesse romper os limites tradicionais do “cada console no seu lugar”. Porém, não imaginava que um dia pudesse ter o produto mais completo de todos os tempos (nesse segmento): o Project Unity

O já muito conhecido Benjamin Heckendorn (ou Ben Heck, para os íntimos: já falei muito desse cara nos meus blogs) ele trabalhou com um indivíduo que responde pelo nome de Bacteria, para criar o console Unity, que é o que você vê na imagem superior. Esse console inclui em suas entranhas nada menos que 15 consoles diferentes, incluindo os mais populares como o SNES e PlayStation 2, permitindo que você rode jogos de até 18 formatos diferentes.

A dupla dedicou mais de 3.500 horas de sua vida para concluírem o projeto, além de 300 metros de cabos e US$ 700 de suas contas bancárias. O resultado é uma loucura tecnológica jamais vista, já que o produto não usa nenhum tipo de emulador (o que tornaria a missão bem mais fácil), mas sim todos os componentes originais dos correspondentes consoles.

Eu sei que você está curioso. Segue abaixo a lista de consoles envolvidos nesse projeto:

  • Atari 7800 (compatível com o Atari 2600)
  • Amstrad GX4000
  • Colecovision
  • Intellivision
  • Sega Master System
  • Sega Mega Drive
  • Sega Saturn
  • NES
  • SNES
  • Nintendo 64
  • GameCube (com suporte ao GameBoy Advance)
  • Neo Geo MVS
  • TurboGrafix
  • PlayStation 2 (compatível com o PSOne)

A seguir, você pode ver o vídeo com uma reportagem onde o Bacteria descreve todas as dificuldades vividas para tentar unificar o cabo elétrio, a saída de vídeo e o joystick, algo que nem eu imagino como isso pode ser possível (bom, é possível porque eles conseguiram). Três anos de sangue, suor, lágrimas e dinheiro são mostrados em um vídeo de pouco mais de 15 minutos.

E são coisas desse tipo que me estimulam a escrever sobre tecnologia todos os dias.

Para mais informações sobre o projeto, acesse o site do Bacteria.