surface

 

Eu confesso que adorei o conceito Surface que a Microsoft adotou para seus produtos. Os tablets apresentaram uma evolução notável nos últimos anos, e o notebook é algo que eu queria para mim, de verdade.

Só não compro pelo motivo mais óbvio do mundo: eu não tenho essa bala na agulha toda.

Porém, muita gente por aí tem capacidade financeira para adquirir o produto par ao seu uso diário, tanto pelo lado pessoal como para o profissional. Nas mãos corretas, os tablets e notebooks Surface podem ser ferramentas poderosas para produtividade, e ótimos dispositivos para o entretenimento.

Então… por que esses produtos não vingam de vez no mercado? Principalmente no caso dos notebooks, que são produtos realmente acima da média em relação aos seus concorrentes?

Uma das respostas pode estar no próprio iPad. Mesmo sofrendo de quedas constantes nas vendas, o tablet da Apple ainda é uma força dominante no mercado, sendo o dispositivo mais utilizado para consumo de entretenimento e produtividade.

Porém, o mercado de tablets está em declínio explícito, e o iPad não é exceção. Os motivos para essa queda são bem conhecidos de todos: os smartphones com telas maiores e, de forma irônica, uma nova proposta computacional, onde os notebooks estão se tornando híbridos ou conversíveis, permitindo assim que o usuário faça mais coisas com o mesmo produto.

Mais irônico ainda é que o conceito de conversível é o terreno onde o Surface pisa com os dois pés. E, ainda assim, o produto não consegue vingar no mercado.

 

 

Tudo bem, tem o fato do próprio mercado de PCs e notebooks registrar quedas nas vendas, apesar de mostrar sinais de recuperação com as vendas dos computadores voltados aos games… e os dispositivos conversíveis ou 2 em 1!

E, na boa… quem compra um produto com essas características sabe que vai precisar pagar um pouco a mais do que um computador tradicional.

Por isso, talvez o fator preço atrapalhe o desempenho do Surface nas vendas. Ele é consideravelmente mais caro que os demais produtos dentro do seu segmento. Mas… mesmo assim: o quão mais caro ele é em relação aos modelos que estão dentro da sua categoria de preço? Não são valores tão díspares para determinar o fracasso do produto da Microsoft.

Seria por conta do conceito? Muita gente não sabe direito o que é o Microsoft Surface, apesar do produto facilmente ser identificado como um notebook aos olhos dos outros.

Mas ter uma dobradiça que muda sua posição, uma tela sensível ao toque destacável e uma caneta que permite a interação com a tela resultam em um conceito um tanto quanto confuso nas suas particularidades.

Enfim, é curioso ver como é difícil responder uma das questões mais intrigantes da tecnologia atual. Sabemos que o Surface é bem visto por muita gente, mas quase ninguém tem a coragem de investir nele.

Quem sabe os próximos meses de 2017 acabam resolvendo esse mistério.

Até lá, tento juntar a grana para ter esse notebook. Tá, eu sei, vai demorar pra caramba. Mas eu tenho o direito de sonhar, certo?