Acredito que algumas pessoas tem alguma deficiência mental que as impedem de entender o que significa a palavra “opinião”, ou a expressão “formador de opinião”. Sim, porque, para qualquer coisa que eles leem na internet e não gostam, a desculpa agora é essa: “você é formador de opinião, logo, não pode me dar patadas quando eu te provocar”. Ok, vamos esclarecer algumas coisas para os “cagadores de regras”, aqueles que não suportam ouvir opiniões contrárias.

Para começar, por que essas pessoas estão lendo o que eu escrevo? Já que não serve para nada, deveriam simplesmente me ignorar! Ah, mas é difícil: afinal, eles precisam alimentar o ódio que persiste dentro de si, e uma das formas é acompanhar o meu conteúdo. Sabe, eu admiro aqueles que não tem vida própria para se preocupar com aquilo que os outros pensam. Mas acredito que a pergunta que fiz no começo do parágrafo não se responde com um simples “porque eu não tenho mais o que fazer da vida”. Deve ter um motivo mais “nobre” para essa certa revolta de algumas pessoas (principalmente quando se fala da Apple, a “virgem imaculada” da tecnologia).

Fui visitar o blog do tal jornalista. E confirmei o que suspeitava: Apple Fanboy é pior que troll!

Na boa, você pode gostar do que quiser. Não sou preconceituoso. Uso produtos Apple, Windows, Linux… até CCE tenho em casa. Agora, fanatismo a ponto de ser algo quase religioso, eu não tenho. E tenho plena convicção que todo fã fervoroso da Apple, que é capaz de ameaçar cortar a garganta de sua mãe se você ousar criticar alguma coisa da empresa, é um ser babaca, sem vida, sem mulher, e que não entende bosta nenhuma de tecnologia. Talvez nem entenda bosta nenhuma de Apple, uma vez que a empresa vai muito além do fato de um imbecil saber mexer no iPhone ou no MacBook.

Outra coisa: a liberdade de expressão, para eles, não existe. Não posso mais publicar uma notícia que “agride a imagem da empresa”, que os seguidores retardados caem matando. Aí, volto para a primeira questão: por que continuam lendo o que eu escrevo? Porque querem sofrer? Ou porque PRECISAM LER O QUE EU ESCREVO PARA ME ATACAR?

E aí entra a máxima do título desse post: “ser formador de opinião é crime no Brasil”. Bom, na verdade, não é. Ainda mais se levarmos em conta que “segue opinião quem quer”, não é mesmo?

Nunca disse que eu me considerava um formador de opinião. Mas tenho orgulho quando me consideram assim. Por que? Porque lutei pra caralho pra chegar nesse ponto. Joguei limpo com todos com quem trabalhei. Conquistei o respeito de assessorias de imprensa, leitores, patrocinadores, ouvintes e até mesmo de pessoas que não concordam com minhas opiniões. Porque acreditei naquilo que eu fazia, e procurei fazer da melhor maneira.

Se hoje as pessoas me procuram para uma opinião, ou leem meus reviews, é porque trabalhei muito duro para isso. Reviews em texto, em vídeo, várias madrugadas viajadas para cobrir eventos, quase 12 horas diárias diante do computador. Tudo isso gerou nesse resultado. Se tem alguém que ainda se ofende que alguém que trabalha muito tem mais relevância que você, na boa, esse alguém tem que pedir pra cagar e sair!

Algumas pessoas (que nem homem é pra colocar a cara no Twitter – colocam a nuca! #babaca) acreditam que é uma ofensa alguém ter alguma visibilidade. Ou pior: mais visibilidade que você, falando aquilo que você não quer ler. E ainda assim, perdem tempo se incomodando com a sua opinião!

Entende onde quero chegar?

Logo, Apple Fanboys, sejam felizes defendendo a Apple. Gastem R$ 3.400 em um iPhone, um pouco menos no MacBook, ou continuem lambendo o pôster de Steve Jobs (em tamanho natural, é claro) que estão colados no quarto de vocês nesse instante. É um direito de vocês, e eu apoio isso. Afinal, quem sou eu para tentar impedir as manifestações de adoração à empresa.

Agora, só um conselho: não tentem me impedir de dizer aquilo que eu penso. E não percam o seu precioso tempo me criticando por dizer o que eu penso. É inútil. Sou feliz por viver em um mundo mais amplo, e talvez eu seja mesmo mais foda que vocês por saber trabalhar com outros sistemas (afinal de contas, sei tirar o melhor do Android, do BlackBerry OS, e do Windows Phone. E você?), e mais feliz ainda por procurar expandir meu conhecimento sobre tecnologia como um todo, todos os dias. E não ficar preso a apenas um sistema.

E um último recado: se minha opinião não serve para você, vaza!

E essa é a minha opinião (que não vai mudar a vida de ninguém, mas ao menos deixa registrado o que eu penso daqueles que não respeitam a opinião alheia).

Bola pra frente. Vida que segue.