saliva

 

Nos EUA, um curioso negócio está em ascensão: o das empresas que compram apólices de vida das pessoas, ficando com o correspondente seguro depois do seu falecimento.

Uma dessas empresas é a GWG Life, que começou a pedir para os seus clientes uma amostra de saliva para calcular quanto tempo resta de vida para eles, analisando os padrões de DNA e determinados genes para realizar o cálculo de data de caducidade da pessoa.

Nem todos concordam com isso. Alguns especialistas entendem que tais testes são tão previsíveis quanto tentar calcular quanto tempo vai viver quem bebe muito, fuma em excesso ou “caminha entre crocodilos no seu tempo livre”.

 

 

A GWG é apenas mais uma das empresas que estão nessa febre pelo genético. Muitas estão interessadas no estudo do DNA dos nossos telômeros (os extremos de um cromossoma, onde os mais danificados estão relacionados com o risco de padecer certas enfermidades) e da idade biológica de amostras recolhidas.

O presidente da GWG Life, Jon Sabes, entende que tais descobertas podem ser utilizadas de forma ampla em uma indústria muito maior. Ele foi o responsável em buscar novas maneiras para melhorar esse negócio, e isso o fez com que ele encontrasse Steve Horvath, da UCLA, famoso por desenvolver o método de previsão Horvath’s Clock.

O modelo se baseia na modificação química de uma das quatro unidades básicas que formam nosso DNA, cujos níveis mudam com a idade. Com isso, estabeleceu-se um previsor ligado a 353 marcadores presentes no corpo de uma pessoa, que mudam com o tempo, ajudando a calcular a longevidade do ser humano.

O estudo é controverso, já que não tem o aval de toda a comunidade científica (nem todos acreditam que é possível prever com 100% de certeza a expectativa de vida), mas ajudou empresas como GWG a se estabelecerem.

Com isso, empresas compradoras de seguros acabam coletando amostras de saliva dos clientes. Com isso, podem estabelecer uma “carta” de preços fixos, algo que anda está no ar até que o modelo de previsibilidade esteja totalmente estabelecido.

Steve Horwath prefere se manter à margem do assunto, afirmando que “não é um homem de negócios”, e que não comenta a utilidade comercial do seu invento.

Isso é, até que comece a pingar na conta bancária dele. Imagino eu.

 

Via GlobeNewsWireStartNews, GMGLife