super mario run

 

Nos dias de hoje, as pessoas não pagam por mais nada. Todo mundo quer tudo de graça. E muita gente entendeu que Super Mario Run seria de graça, mesmo com a Nintendo avisando para todo mundo que não seria.

Podemos até encarar como falha de comunicação entre as partes envolvidas, mas particularmente eu entendo que existiu uma certa preguiça das pessoas em busca pela informação correta.

Sim, pois foi exaustivamente enfatizado que o jogo iria custar US$ 9,99, e que apenas os primeiros níveis do jogo seriam gratuitos. Logo, não há má fé da Nintendo nesse aspecto.

Porém, o “tiro pela culatra” está em outros fatores.

 

 

O jogo que não disse a que veio

 

 

Super Mario Run, na sua versão gratuita, não dura dez minutos. A Nintendo deixa o doce para depois tirar de todo mundo bem rápido.

O sentimento de frustração das pessoas é compreensível. Muita gente quis jogar o game, mas ficou na vontade, porque durava menos que o desejado.

Mesmo assim, acho que o tema mais sério aqui é o fato do jogo não conseguir capturar a alma da série Mario, que fez com que tanta gente ficasse apaixonada pelo personagem ao longo de décadas.

Pode ser raivinha de muita gente, mas isso talvez justifique a insatisfação de muitos. Bem mais do que o fato do jogo não ser de graça.

A Nintendo demorou tanto tempo para lançar um jogo para as plataformas móveis, e quando o faz, entrega um resultado que ficou abaixo do esperado.

A reação só poderia ser essa. E os resultados já se traduzem em números.

 

 

A ponte da Nintendo está caindo…

 

 

Quando muitos acreditavam que Super Mario Run seria o “tirar o pé da lama” da Nintendo (ainda mais depois do sucesso repentino de Pokémon GO), o jogo decepciona, e a Bolsa de Valores não perdoa.

Depois de tantas críticas negativas, o valor de mercado da Nintendo caiu, quando deveria subir com esse lançamento. Apenas cinco dias depois do jogo chegar ao iOS.

Não é legal ser um profeta do apocalipse a essa altura do campeonato, mas tudo o que os japoneses não precisavam era mais um fracasso comercial. Ainda mais envolvendo o seu principal jogo.

Essa situação só torna a missão do Nintendo Switch ainda mais complicada. Principalmente agora que conhecemos o conceito do produto, e que os veículos especializados já mostram do que ele é ou não capaz de fazer.

 

Um 2017 chave

 

 

Para a Nintendo, 2017 é um ano chave.

Não é o ano que define se a empresa deixa de existir ou não. E não acho que o fim está próximo. Mas podemos dizer que 2017 é o ano que o futuro começa a se posicionar de forma definitiva.

Ainda há tempo da Nintendo aprender com mais erros cometidos em Super Mario Run (que pode até chegar de graça ao Android, contando apenas com alguns complementos pagos para dar poderes aos jogadores).

Ainda há tempo da empresa fazer do Nintendo Switch uma alternativa de peso, com potencial para bater de frente com o Xbox One e o PS4.

Tempo, a Nintendo ainda tem.

Mas precisa começar a acertar. O quanto antes.