Telegram

Tá bom, eu sei que é ‘O’ Telegram (no masculino). Mas no contexto que quero colocar nesse post, vocês vão entender onde quero chegar.

O WhatsApp enfrentou mais um bloqueio judicial no Brasil. Nesse momento, além da paz de espírito e maior produtividade, o serviço de trocas de mensagens instantâneas não está funcionando. E todo mundo sabe o que isso significa: uma corrida desenfreada para o Telegram, concorrente com funcionalidades similares.

A busca pelo aplicativo volta a ser efetiva, e em um volume tão amplo, que o próprio Telegram pede para que os usuários não enviem muitos códigos de registro via SMS, pois as operadoras de telefonia não estão aguentando a demanda.

Isso significa então que o Telegram está na crista da onda, se tornando o novo queridinho do internauta brasileiro?

É claro que não! Mais uma vez o Telegram está fazendo papel de mulher de malandro!

 

Por que mulher de malandro?

Eu fico pensando como os executivos do Telegram se sentem a cada vez que o WhatsApp é bloqueado no Brasil. Eles devem ficar em uma empolgação louca, imaginando que as atenções agora se voltam para eles, e que o serviço vai acumular novos usuários rapidamente.

O problema é que o ser humano não foi tão adepto à tal fidelidade. Não é a simples questão da troca por outra esposa, marido, ficante, amante ou aplicativo. Mas sim o fato de se manter fiel  a quem lhe deu a mão.

Quando esse novo bloqueio do WhatsApp terminar (se seguir a regra das últimas vezes, não dura nem 30 horas), a grande maioria das pessoas vai simplesmente abandonar o Telegram, tão rápido quanto mandar um nude em privado… no WhatsApp. Se fosse para o este serviço ser esse sucesso todo depois de dois bloqueios do seu principal concorrente, o serviço já teria se consolidado de forma real e efetiva no Brasil.

Mas não é oque eu vejo. A maioria deixa o Telegram às moscas, renegado. E não será surpresa se o mesmo acontecer mais uma vez.