Linux

 

O Android dominou o mundo. Ultrapassou o Windows em volume de acesso à internet, e é o sistema operacional mais utilizado no mundo. E essa vitória também representa o triunfo do Linux.

Nem precisava lembrar, mas é sempre bom repetir, porque lidamos sempre com uma audiência rotativa: o Android tem um DNA Linux puro e simples, e não falo só de aspectos técnicos. Falo também de filosofia.

Por muitos anos eu ouvi o “esse é o ano do Linux” com muita incredulidade. Porque eu realmente jamais acreditei que o sistema de código aberto poderia mesmo dominar o mercado de desktops. A estratégia da Microsoft em controlar o mercado de computadores tradicionais era algo tão eficiente, que simplesmente não havia espaço para outros competidores.

Aliás, não há espaço até hoje, já que o macOS é um sistema de nicho. A grande massa de computadores hoje usa o Windows, e isso dificilmente vai mudar.

Porém, a ironia do destino se faz presente justamente quando o grande mercado consumidor se volta para o mercado de mobilidade, um segmento que a Microsoft demorou demais para levar a sério. Quero dizer, as versões do Windows para dispositivos móveis antes do lançamento do Windows Phone são consideradas patéticas.

Nesse meio tempo, o Android, um software aberto e muito flexível, ganhou terreno. Se fez presente entre os principais fabricantes de smartphones, amadureceu, se tornando uma opção completa para a grande maioria dos usuários, e dominou completamente o segmento, sem dar chance para os demais competidores.

Digo, temos o iOS consolidado na segunda posição, mas bem distante dos mais de 80% de mercado que hoje o sistema operacional móvel da Google possui.

Em um mundo onde hoje temos pequenos computadores no bolso, a vitória do Android no consumo de internet é mais do que evidente. E, por trás desse triunfo, temos o Linux, e sua filosofia de código aberto, open source, democrática e flexível.

E esta é uma forma de dominar o mundo. Concordam?

Logo, podemos dizer que o Linux dominou o mundo por tabela. Não da forma como a maioria imaginava, mas por uma via que, hoje, é bem mais relevante para o mercado de tecnologia do que os desktops tradicionais.

Podem comemorar, fãs do Linux. O mundo hoje pertence a vocês!