2012 mal começou, e já temos novos rumores envolvendo a próxima geração de iPhones. Aliás, eu acredito que o normal do mundo da tecnologia é ter rumores sobre futuros iPhones sempre. Se isso não acontece, não tem muita graça (para alguns). De qualquer forma, o último rumor interessante sobre o smartphone da Apple foi divulgado pelo pessoal do site 9to5Mac, que faz um alerta para alguns dados armazenados no beta do iOS 5.1, que podem indicar que o pessoal de Cupertino começa a fazer testes do seu sistema operacional móvel com processadores de quatro núcleos.

Apesar de ser uma teoria rebuscada, ela tem a sua lógica. Os processadores de um único núcleo são chamados de “/cores/core0”, enquanto que o processador A5, de dois núcleos, aparecem com a referência “/cores/core.1”. O detalhe que chamou a atenção é os textos de informação do beta exibem um “/cores/core.3”, que é quem levanta os rumores sobre um processador com mais núcleos, ou na pior das hipóteses, um novo modelo de processador.

De fato, alguns rumores anteriores especulavam que a Apple adicionaria o novo processador A6 para futuras versões do iPhone e iPad, mas nada está confirmado de forma oficial. Talvez com o aumento das especulações sobre um eventual anúncio de um iPad III para esse primeiro trimestre, as chances do anúncio desse novo processador aumente. Mas, até agora, o que temos são rumores sem nenhuma base concreta.

Mas, vamos fazer um exercício de futurologia. Na área de mobilidade, pouco se pode fazer para melhorar os produtos que temos hoje. Quero dizer, é difícil trazer inovações de hardware, ou adicionar novas tecnologias aos equipamentos, que já são capazes de fazer muita coisa. O iPhone é um desses dispositivos. Tá, algumas coisas precisam de melhoria (maior autonomia de bateria, por exemplo), mas em linhas gerais, a não ser uma radical mudança no seu design, ele carece de poucas adições de hardware.

Logo, é natural que os fabricantes busquem as melhorias nos recursos já existentes. Quando se imaginava que nada mais poderia melhorar nos dispositivos, chegam os processadores de núcleo duplo, que acabam se tornando rapidamente a tendência do mercado mobile (e a tábua de salvação dos fabricantes). Eu considero o iPhone um smartphone rápido e estável com um processador A5. E mal posso imaginar como seria a performance de um dispositivo iOS com um processador quad-core.

A ideia é boa e tentadora. Os gamers e os mais impacientes vão adorar ter a possibilidade de executar seus aplicativos de forma mais rápida (quero dizer, ainda mais rápida). Isso faz com que o conceito de smartphone que temos hoje se aproxime cada vez mais dos notebooks e desktops, acompanhando assim o comportamento de uma nova geração de usuários, que preferem recorrer ao smartphone do que tirar o notebook da mochila.

Só temo pelo preço que essa brincadeira pode custar. Afinal, quando supervalorizam o produto (como também é o caso do iPhone), a tendência é que nos cobrem os rins por esse produto. Bom, falo no caso do Brasil. Lá fora, as coisas são mais justas.

Mas enfim… não custa sonhar com quatro núcleos de processamento. Eu sonho com um notebook com essa capacidade. Imagine em um smartphone.

#MEGUSTAMUCHO