Meizu M5s

 

É a única conclusão que eu posso chegar quando vejo a Vi anunciando no Brasil o Meizu M5s depois de Samsung e Motorola apresentarem modelos dentro da mesma faixa de preço, com especificações inferiores e preços mais caros.

Na verdade, e sendo bem justos aqui, a trollagem é mais com a Samsung, que anunciou o Galaxy J5 Prime no Brasil por R$ 999, mas que não consegue entregar uma relação custo-benefício que efetivamente chame a atenção. Nem estou aqui dizendo que é um smartphone ruim, mas sim que é inferior a outros modelos com o mesmo preço. Nesse caso, só compra o J5 Prime quem gosta das câmeras e da interface da Samsung. Nem o metal se paga aqui.

O Meizu M5s não é o melhor smartphone que o seu dinheiro pode comprar, mas pensando nas aspirações do consumidor dessa faixa de preço, ele entrega uma relação custo-benefício mais que interessante. Afinal de contas, apesar de não considerar números algo tão relevante assim dentro do mercado de telefonia móvel, para aqueles que pouco tem, ter um pouco a mais é uma vantagem.

Ter pelo menos 32 GB de armazenamento nativo trabalhando com 3 GB de RAM já é ter alguma coisa quando boa parte da concorrência de preço oferece 2 GB de RAM e 16 GB de armazenamento. E eu estou sendo bem justo nesse caso, pois não estou incluindo nessa conta o Moto C Plus, um modelo que todo mundo sabe que é de entrada (inclusive a própria Motorola). Nesse bolo entram o Moto E4 (R$ 849) e o Moto E4 Plus (R$ 949).

Ou seja, o Meizu M5s a R$ 899 (preço sugerido) parece ser um bom negócio. É claro que outros fatores podem influenciar a favor ou contra nessa conta, uma vez que temos sempre que pensar no suporte oferecido pelo fabricante, e não falo apenas nas atualizações Android que a marca pode (ou não) oferecer, mas também na assistência técnica oficial.

Muita gente que eu conheço não compra dispositivos de marcas desconhecidas pensando nesse último aspecto. Quando meu smartphone der problema, ou quando eu acidentalmente deixar ele espatifar no chão enquanto eu inocentemente estou correndo na esteira, para quem eu vou recorrer?

Entendo que apenas aqueles que já se habituaram com o formato entregue por Motorola e Samsung vão optar pelos modelos anunciados essa semana. E, de novo (estou sendo insistente para não me xingarem muito): nem estou dizendo que estes são modelos ruins. Estou AFIRMANDO que, PARA MIM, eles não contam com uma relação custo-benefício interessante.

Diferente do Meizu M5s, que até está honesto para o que oferece. Pode não ser a minha principal escolha para um smartphone até a casa dos R$ 1.000, mas ao menos eles se esforçam em oferecer um produto que tem mais bônus que ônus nas suas especificações.

Mas sempre fico na espera que, em algum momento, a Vi veja o meu post, entre em contato comigo e pergunte se eu quero estar algum produto deles. Já que só dessa forma podemos nos certificar das boas impressões que os números deixam.

A recente lição deixada pelos smartphones da Multilaser mostra claramente que não devemos seguir os números na letra fria.

Só o uso prático pode dizer a verdade.