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Isso nem chega a ser um post de notícia. É uma constatação dos fatos. Até porque não é nenhuma novidade para quem acompanha o mundo do entretenimento de perto. No máximo podemos considerar isso aqui como um dos claros sinais que o ano de 2020 foi completamente atípico.

O antigo normal simplesmente não existe mais, e passou da hora das pessoas começarem a aceitar esta realidade. As pessoas e, nesse caso em específico, os executivos da indústria audiovisual também. Salas de cinema fechadas significa em mudanças de planos para produtores e distribuidoras, e todos os envolvidos nessa indústria precisaram rever suas estratégias.

Incluindo o Marvel Studios, que quebrou uma tradição de dez anos.

 

 

 

Um ano sem Marvel Studios em nossas vidas

 

 

Confesso que foi mais difícil sobreviver a 2020 sem os heróis da Marvel, pois sinto que o mundo precisava muito mais deles diante desse caos que nós vivemos. Porém, foi mais fácil superar o Thanos.

Com o adiamento da estreia de WandaVision para janeiro de 2021 no Disney+, o ano de 2020 se transformou no primeiro sem contar cmo uma estreia de um filme ou série de TV que faça parte do Universo Cinematográfico da Marvel desde a sua estreia em 2009, com Homem de Ferro.

Nessa equação, estamos descartando a série Marvel’s Agents of SHIELD, exibida nos Estados Unidos entre 27 de maio e 12 de agosto. Apesar da série ter na sua origem uma estrutura narrativa importada dos eventos ocorridos nos cinemas, a série, que está na sua sétima temporada, se descolou completamente do MCU na sua história original. E, principalmente, é uma produção da Marvel Television.

A ausência de novidades dentro do MCU em 2020 aconteceu por conta das mudanças forçadas de calendário de filmes como Viúva Negra e Os Eternos, que deveriam ter estreado nos cinemas em 30 de abril e 6 de novembro respetivamente. Os dois filmes foram adiados para 7 de maio e 5 de novembro de 2021 e, ainda assim, existe uma pequena possibilidade de um deles chegar primeiro no Disney+, ainda mais agora que a Disney criou um departamento para analisar quais conteúdos vão para a sua já poderosa plataforma de streaming, e quais vão para os cinemas. Mas admito que esta é uma possibilidade remota.

 

 

 

Há males que vem para o bem?

 

Apesar do incômodo que os fãs sentem nesse momento, é preciso olhar para o lado bom de tudo isso (se é que tem lado bom quando olhamos para o cenário geral de uma crise sanitária global sem precedentes).

Depois de dez anos absorvendo as histórias da Marvel sem pausas (e, nos últimos anos, com três filmes por ano), a pausa de 2020 ajudou aos fãs a passar por uma espécie de “desintoxicação” das histórias dos heróis, evitando de alguma forma que a fórmula se esgote de forma prematura.

A inércia de produções tem como efeito aquilo que muitos de nós estamos sentindo nesse momento: saudades das produções da Marvel. Quando essas produções voltarem, elas vão captar toda a atenção de um fandom que ficou simplesmente extasiado com os eventos apresentados em Vingadores: Ultimato e, em menor escala, Homem-Aranha: Longe de Casa.


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