
“Sexta-Feira Muito Louca” é um dos filmes que representam a minha geração (Gen X), que era um jovem adulto em 2003. Da mesma forma que aconteceu com “Meninas Malvadas” (que também é protagonizado por Lindsay Lohan), o longa que tem Jamie Lee Curtis no elenco virou ícone de cultura pop.
Como estou prestes a assistir a “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda”, nada mais justo do que revisitar o primeiro filme, para rever os personagens, recordar a história principal e detectar a evolução de todos os envolvidos.
E essa viagem ao passado é sempre muito boa de se fazer.
Pode entrar, nostalgia

Eu nem preciso dizer que o filme grita os anos 2000 o tempo todo, e isso não é algo ruim. Bom, pelo menos não é para quem vai pensar o tempo todo: “eu estava lá quando tudo aconteceu”.
A boa notícia é que “Sexta-Feira Muito Louca” é um filme que envelheceu bem. Mesmo sendo datado por conta das referências de cultura pop, esse fator ajuda na imersão do longa se você tem uma idade na casa dos 40 anos hoje.
É o tipo de filme que pode fazer sucesso com a Geração Z, que aparentemente está muito interessada em conhecer tudo o que os Millennials faziam e consumiam antes deles.
Um elenco que funciona

Lindsay Lohan era, de forma indiscutível, um dos maiores talentos de sua geração. E esse é mais um filme que deixa isso muito claro, mostrando um carisma que ela mantém em 2025.
Já Jamie Lee Curtis meio que rouba o filme para ela, mostrando que em boa parte de sua carreira ela foi muito subestimada. Precisou de um “Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo” para essa mulher finalmente conquistar um Oscar.
E eu tinha me esquecido completamente que Mark Harmon (de NCIS) estava no elenco desse filme, como o futuro padrasto de Anna (Lohan).
Até mesmo os coadjuvantes e secundários funcionam em “Sexta-Feira Muito Louca”, mostrando como o pessoal do casting foi competente.
Uma imersão imediata
Mesmo sendo um filme que tecnicamente trabalha com um plot inicial de fantasia e surrealismo fantástico, “Sexta-Feira Muito Louca” possui um poderoso poder de imersão e entretenimento.
Os personagens são bem construídos, o que faz com que você se importe com cada um deles. E as situações são muito familiares, pois são coisas que podem acontecer na casa de qualquer pessoa.
Sem falar que os perfis de Anna e Tess (Lee Curtis) são bem definidos e diametralmente opostos, o que deixa a história mais dinâmica e divertida para quem está assistindo.
Se colocar no lugar do outro

É basicamente disso que “Sexta-Feira Muito Louca” fala.
É claro que o filme aborda outros temas como conflitos generacionais, bullying na escola, as dificuldades em ser um jovem em um ambiente competitivo, as peculiaridades da mulher madura (e o seu novo perfil de comportamento) e a possibilidade de recomeçar na vida.
Mas o tema principal da história conflituosa entre Anna e Tess é a empatia. Apenas quando uma se coloca efetivamente no lugar da outra é que ambas compreendem o quão difícil é suas respectivas existências.
E dessa forma, constroem novos e sólidos vínculos para uma vida toda.
Para melhor aproveitar a experiência do segundo filme
Se você quer entender melhor as motivações das protagonistas e, principalmente, as mudanças de comportamento de ambas ao longo do tempo, ver “Sexta-Feira Muito Louca” é quase uma tarefa obrigatória.
Até entendo que muitos de vocês serão grandes paraquedistas, e não vão se importar em ver esse primeiro filme. Mas… vai por mim: você aproveita muito melhor quando assiste a história de origem.
“Sexta-Feira Muito Louca” é, de forma indiscutível, um dos melhores filmes de seu tempo. E é diversão garantida para quem está aberto a se identificar com todos os temas propostos em sua trama.
Vai por mim. Você não vai se arrepender ao assistir a esse filme antes de “Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda”.
