
“Quarteto Fantástico: Primeiros Passos” destravou o sentimento de nostalgia em muitos fãs da Marvel, o que fez com que os dois primeiros filmes com a Primeira Família da Marvel, lançados em 2005 e 2007, fossem revisitados de forma automática.
E, antes de continuar… vamos ignorar por completo aquela porcaria que foi lançada em 2015. Vamos simplesmente fingir que aquele filme nunca existiu. É o melhor que podemos fazer por nós mesmos.
Tem muita gente entendendo que “Quarteto Fantástico” tinha sim os seus problemas, mas não era algo totalmente horrível. Eram divertidos e descompromissados, e seus absurdos narrativos até que envelheceram bem.
Então… por que “Quarteto Fantástico” não teve um terceiro filme?
Agora que Ioan Gruffudd se pronunciou oficialmente sobre o assunto, podemos explicar os cinco motivos que explicam por que “Quarteto Fantástico” não se tornou uma trilogia.
Um sucesso comercial inexplorado
Ambas as versões cinematográficas do Quarteto Fantástico geraram lucros para a (na época) Fox nas bilheterias mundiais, ultrapassando a marca de 300 milhões de dólares cada uma. E para um filme lançado na década de 2000, é um dinheiro que não se joga fora.
O aspecto mais intrigante é que, mesmo com “Homem de Ferro” sendo lançado apenas em 2008, não houve aproveitamento da atração comercial para desenvolver uma terceira sequência.
Faltou para a Fox o entendimento do timing e do que estava acontecendo ao seu redor: o cinema de heróis estava com caminho pavimentado, mas seria a partir daquele momento que ele se tornaria algo consolidado junto ao grande público.
Um Galactus que não foi bem aproveitado
Ioan Gruffudd, intérprete de Reed Richards (Senhor Fantástico), finalmente esclareceu os motivos por trás da decisão em entrevista ao site Vulture. O ator revelou que havia planos concretos para uma trilogia completa da franquia.
“A ideia era que faríamos três filmes, e acredito que o segundo foi tão bem-sucedido quanto o primeiro, sendo igualmente agradável para os fãs”, declarou Gruffudd. Mas um detalhe criativo fez com que todo esse planejamento simplesmente naufragasse.
O ator reconheceu algumas falhas, particularmente em relação à representação controversa do Galactus como uma nuvem estelar, e não como uma entidade ameaçadora, tal e como aconteceu em “Quarteto Fantástico: Primeiros Passos”.
A Fox não valorizou e se interessou por isso
Gruffudd também elogiou a colaboração com Doug Jones durante as filmagens, destacando-o como “um artista incrível e especialista no campo do movimento”. Segundo o ator, quando se trata de dar vida física a personagens, Jones é “inigualável” em suas habilidades performáticas.
Mas a impressão que fica aqui é que a Fox da época não se interessou em sequer explorar o melhor dos aspectos criativos da história, pensando apenas no potencial lucro que a franquia poderia render por causa dos personagens.
O ator galês foi transparente ao admitir que “definitivamente houve impulso” para produzir o terceiro filme por parte da Fox. Ele não entrou em maiores detalhes sobre o assunto, mas enfatizou que “essas decisões estão fora do meu controle”.
Na prática, os tais conflitos criativos entre executivos e criativos ajudam a explicar a inexistência do terceiro filme do Quarteto Fantástico, mesmo com o sucesso de bilheteria e interesse dos fãs.
Pra fazer Ioan Gruffudd sofrer?
Tá. Isso aqui é puramente especulativo.
Para Gruffudd, o papel de Reed Richards foi a sua entrada triunfal em Hollywood, e o ator acreditava que a franquia seria o trampolim definitivo para sua carreira internacional, expectativa que não se concretizou conforme planejado.
“Foi um grande passo adiante na minha carreira, e porque foram dois filmes ao longo de vários anos, o personagem se torna parte de você”, refletiu o ator. A profundidade do envolvimento emocional com Reed Richards criou uma conexão duradoura que transcendeu o aspecto puramente profissional.
Gruffudd descreveu candidamente o que chamou de “processo de luto” relacionado ao fim da franquia. “Você realmente gostou do personagem e não vai interpretá-lo novamente”, explicou, o que indica a sua conexão com o personagem.
Para ter um multiverso para participar
Atualmente, o ator conseguiu virar a página e expressar gratidão pela experiência vivida. A maturidade adquirida ao longo dos anos permitiu uma perspectiva mais equilibrada sobre os altos e baixos de sua jornada na indústria do Hollywood.
Com a expansão contínua do conceito de multiverso no Marvel Cinematic Universe, Gruffudd mantém uma postura otimista sobre possíveis retornos futuros. “Com o multiverso você nunca sabe, certo?”, questionou retoricamente.
O ator especulou sobre a possibilidade de aparecer em “Vingadores: Doomsday” ao lado dos X-Men, sugerindo que talvez ainda exista “um pequeno lugar para ele” no universo cinematográfico expandido.
Na atual Marvel, nunca diga nunca. Tudo é possível.

