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A Activision arregou para o Spielberg

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Ninguém pode dizer que a franquia Call of Duty não é uma das mais populares da história dos videogames. São 22 jogos dentro da saga principal (que existe desde 2003), com legiões de fãs ao redor do mundo agregando valor para a propriedade intelectual da Activision.

E pelo visto, Steven Spielberg também ficou sabendo que Call of Duty já vendeu mais de 500 milhões de unidades (considerando todos os jogos lançados), o que rendeu um bom dinheiro para a Activision.

E Spielberg acreditou que a Activision faria o que fosse necessário para ter o seu nome na direção da adaptação de Call of Duty para os cinemas.

Não foi bem isso o que aconteceu.

 

Spielberg bem que queria…

A primeira tentativa de adaptação de Call of Duty para os cinemas em 2018 não deu muito certo. E parte do fracasso passa pela tentativa de ter o nome de ninguém menos que Steven Spielberg à frente do projeto.

Talvez a Activision não estivesse preparada para o que estava por vir.

A primeira grande surpresa é constatar que Spielberg não apenas gosta de videogames, como também é fã dos jogos da franquia, chegando a perguntar para o filho qual título ele deve jogar com ele nas horas vagas.

Acontece que estamos falando do “Rei Midas de Hollywood”, que consegue transformar praticamente tudo o que toca em ouro.

Incluindo, é claro, a franquia Transformers.

É óbvio que a Activision considerou ter o nome de Spielberg no projeto do filme sobre Call of Duty pensando em todo o dinheiro que o nome do diretor poderia atrair.

Mas nunca pensou que teria que gastar uma pequena fortuna para, quem sabe, conseguir recuperar após a estreia do projeto.

 

…mas “nada de Spielberg aqui”

O que colocou todo mundo em pânico na Activision foram as condições surreais que Spielberg apresentou para supervisionar o projeto e, potencialmente, dirigir o filme.

Eram condições que poucos executivos (ou, neste caso, uma proprietária dos direitos autorais de uma grande franquia de jogos de videogames) estavam acostumados a ver, ler e ouvir:

  • Uma enorme recompensa econômica pelo trabalho
  • O controle criativo total sobre a produção e formato do marketing de divulgação
  • Ser a única autoridade capaz de decidir sobre o conteúdo do corte final

Eu até entendo o lado da Activision nessa história.

Temos uma franquia consolidada, que os fãs de videogames gostam, e aí vem um maluco que “do nada” quer ter o controle criativo de tudo e, de quebra, ficar com boa parte do bolo?

Algo “inconcebível” nos dias de hoje (para uma grande corporação).

Resultado: a Activision repassou os direitos cinematográficos de Call of Duty para a Paramount Pictures, que ainda vai decidir quem vai dirigir o filme da franquia.

Sinceramente?

O único grande receio dos fãs é ver a direção desse filme caindo de graça para o colo de um Michael Bay da vida.

Acredito que qualquer pessoa de bom senso gostara de ver o filme de Call of Duty com a direção do Spielberg, por mais que isso custasse uma grana violenta para os envolvidos.

Afinal de contas, estamos falando de uma franquia que, ao longo dos mais de 20 anos de existência, lucrou nada menos que US$ 30 bilhões.

O quão caro Spielberg estaria cobrando?

Fica a pergunta para a reflexão.

 

Via Puck.com


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@oEduardoMoreira