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Começo a ficar com medo do senhor Jeff Bezos. Primeiro, ele quer povoar as grandes metrópoles do planeta com pequenos drones que farão o papel de entregadores de encomendas. Não satisfeito com isso, ele quer prever o que vamos comprar, para antecipar as entregas de nossos pedidos.

Eu pago um pau para a Amazon. A empresa define o que é hoje conhecido como “comércio eletrônico”. Jeff Bezos pode não ter criado esse formato, pois tenho quase certeza que já haviam empresas de compra e venda de produtos e serviços na internet, mas com certeza foi Bezos que estabeleceu a melhor forma desse formato dar certo e prosperar na web. A prova disso é que a Amazon é, hoje, a maior e-commerce do planeta, e tem o respeito da esmagadora maioria dos seus clientes.

Não só pela competência, mas pela qualidade do serviço. Uma compra na Amazon é uma experiência tão profissional que faz parecer que os e-commerces nacionais (a maioria deles) ainda precisam aprender a fazer esse negócio.

Agora, eles solicitaram uma patente que consegue “prever” a nossa futura compra no site, permitindo que o processo de entrega seja agilizado, agradando ainda mais os clientes. Bom, mais ou menos.

Vai funcionar da seguinte maneira: todo o seu histórico no site será considerado. Compras e buscas feitas na Amazon já são utilizadas para que o sistema de divulgação de produtos ofereça itens do seu interesse. Como a porcentagem de compras a partir dessas sugestões é considerada elevada, a Amazon decidiu implementar o sistema, para ficar “um passo a frente” do consumidor, reservando a unidade do produto sugerido, e já despachando o mesmo para um centro de distribuição próximo da residência do cliente.

Com isso, ganha-se tempo na entrega, e aumentam as possibilidades de concretização da compra, uma vez que muitos usuários desistem de comprar por conta de um prazo de entrega mais demorado.

Particularmente, eu gosto de ver inovações desse tipo. Mostra que a tecnologia no estilo “Minority Report” está se tornando mais próxima da nossa realidade, e sendo mais objetivo, que a entrega de produtos pode mesmo ser algo menos doloroso e traumático para o consumidor. Na boa, quero ver drones voando pelo ar, entregando meus gadgets.

Porém, até onde essa tecnologia vai coletar dados do usuário? Será que sistemas como esse são seguros e confiáveis o suficiente para não vazarem dados pessoais dos clientes? Sabe, números de cartão de crédito, dados de CPF e outros dados importantes, que ninguém gostaria de ver nos olhos do alheio? Principalmente aquele alheio que quer comprar em lojas utilizando nossos dados?

Tudo bem, tais vazamentos de dados acontecem hoje, e estamos sujeitos a dançar a qualquer momento. Mas tão interessante quanto prever qual é o produto que vamos comprar, para que a entrega aconteça mais rápido, é minimizar a possibilidade de nossos dados vazarem de banco de dados que, teoricamente, deveriam ser altamente seguros.

Não estou dizendo que isso já aconteceu com a Amazon. Mas pode acontecer. Aliás, com qualquer e-commerce hoje. Entendo que é fundamental que os e-commerces pensem nisso com mais cuidado e critério. Até porque temos mais e mais compradores chegando aos e-commerces.

Quero sim receber a minha compra no menor tempo possível, e quero que a Amazon obtenha êxito nessa empreitada. Mas também quero me sentir seguro na hora de comprar um produto na web. O quanto antes possível, também.


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