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Uma coisa um pouco vergonhosa aconteceu na semana passada, durante o evento de lançamento dos novos smartphones da linha Zenfone da ASUS. Depois dos anúncios dos preços dos dispositivos, foi possível ouvir um ‘chupa, Motorola’, vindo de meia dúzia de pessoas (que depois eu fiquei sabendo que eram jornalistas, e este é o motivo da minha vergonha). Na verdade, o grito refletia o sentimento de muitos dos presentes: a ASUS estava desafiando a Motorola. Simples assim.

Com modelos com preços a partir de R$ 899 (que podem custar menos de acordo com o e-commerce escolhido) e especificações técnicas um pouco acima do que o Moto G de 3ª Geração oferecem, a nova linha Zenfone da ASUS chegou para fazer barulho, e não só no segmento de linha média, mas também nos ditos tops de linha, onde a sua opção mais cara (Zenfone 2 Deluxe) está na faixa dos R$ 2 mil, enquanto que muitos dos concorrentes diretos (Sony, Samsung, LG, etc) estão com opções custando pelo menos R$ 2.5 mil.

Mas alguns fabricantes decidiram ‘ajudar’ a ASUS nessa missão de conquistar o usuário brasileiro. A Motorola, por exemplo, deu uma bela ‘mãozinha’, ao anunciar um aumento de preços na sua linha Moto G de 3ª Geração, lançada no Brasil no dia 28 de julho.

O reajuste médio foi de R$ 50 em cada modelo, e a justificativa da Motorola foi a variação do dólar, um problema que é algo real, mesmo para produtos que são fabricados no Brasil. Ok. Mas fazer isso uma semana depois que a ASUS anuncia os seus novos produtos? É aí que está o grande problema.

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Para a grande maioria de usuários dessa faixa de preço, a opção da ASUS pode ser considerada a melhor no custo-benefício, não só no papel (comparando as especificações técnicas) como na prática, já que algumas vantagens são pontuais.

Talvez a favor da Motorola temos uma interface Android praticamente pura (algo que pode ser sanado com uma boa ROM), ou a sua câmera, que consegue ser melhor que a do concorrente direto (algo que muitos podem conviver bem com isso, já que a maioria das pessoas precisam de uma câmera para publicar fotos no Instagram e Facebook… e nada mais). Fora isso, o ASUS Zenfone 2 Laser é tão bom quanto ou até melhor em alguns detalhes que o Moto G 2015, e o consumidor certamente vai olhar para esses detalhes.

O Zenfone 2 Laser conta com um processador Qualcomm Snapdragon 410 (o mesmo do Moto G de 3ª Geração), o dobro de RAM (2 GB), a mesma quantidade de armazenamento (16 GB), uma tela maior (5.5 polegadas), um sensor de câmera maior (13 megapixels na traseira, 5 megapixels na frontal), além de todas as tecnologias inteligentes adotadas pela ASUS, como gestor de bateria, de interface gráfica, e outros paranauês que os usuários dessa faixa de preço curtem.

Sem falar que a câmera traseira do Zenfone 2 Laser conta com flash LED dual-tone e sensor a laser, o que aumentam as chances de boas fotos.

Tudo isso, no papel, colocam o produto da ASUS na frente. E isso porque estou comparando o modelo mais básico. Nos modelos mais caros, talvez as pessoas optem pelo Moto G 2015 pelo fator preço, que é algo determinante nessa linha de produtos. Mesmo assim, não será surpresa se alguns investirem um pouco mais para comprar algum Zenfone, e receber mais por isso.

Entendo que vivemos em tempos onde o ‘não está fácil para ninguém’ virou o mantra, repetido em diferentes segmentos de mercado. Mas também acho que a Motorola acabou de dar uma mãozinha (e boa) para a ASUS.

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Motorola Moto G de 3ª Geração

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ASUS Zenfone 2