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Windows 10. Nada de Windows 9, senhores. Uma das grandes surpresas do evento de apresentação do novo sistema operacional da Microsoft é o seu nome. Com direito a piadinhas engraçadalhas por conta de Joe Belfiore, explicando que “quando você usar o Windows 10 na sua plenitude, você vai entender a razão do nome” (ou seja, o Windows 9 é tão bom, que ele não é 9, ele é 10). Ok…. tá certo…

Deixando a nomenclatura de lado, a Microsoft aposta no clássico ‘erramos, admitimos o erro, e queremos reconstruir a relação com vocês que achavam o Windows 7 tão bom’. Para isso, voltou atrás, devolvendo aos computadores tradicionais a interface clássica do Windows, que funcionou tão bem por 17 anos (estreou no Windows 95, lembram?). Particularmente, não senti tantas dificuldades na curva de aprendizado da interface Metro. Por outro lado, a grande verdade é que eu quase não uso essa interface no meu dia a dia.

Mas compreendo os motivos pelos quais a maioria reclamou do Windows 8. A Microsoft mudou a sua abordagem de forma radical e abrupta, e a grande massa de usuários do sistema não se acostumaram às mudanças repentinas. Resultado: o Windows 8 não foi um sucesso comercial, e representou até algumas perdas para a gigante de Redmond, que perdeu um espaço considerável para o Chrome OS, que agora não para de crescer.

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E quem podia imaginar que o Menu Iniciar clássico fizesse tanta falta para os usuários? Nem a Microsoft desconfiava disso. Precisou trazer o item de volta (e é aí que está o ‘pedido de desculpas’ do pessoal de Redmond) para reconquistar os usuários que estavam agarrados ao Windows 7 ou versões anteriores. A ideia aqui é clara: aumentar de forma mais sustentável a base de usuários da versão mais recente, não apenas para tornar o sistema operacional mais forte comercialmente falando, mas também para reduzir os eventuais problemas que a ausência de suporte das versões já abandonadas pela empresa podem causar.

Mas o Windows 10 não se limita a ser apenas a volta do Menu Iniciar. Representa uma reformulação da proposta da própria Microsoft sobre o que é um sistema operacional, buscando universalizar a experiência de uso, já que o sistema foi concebido para funcionar em diferentes categorias de dispositivos (desktops, notebooks, ultrabooks, híbridos, conversíveis, smartphones e tablets… por enquanto).

Agregar valor ao software e atrair desenvolvedores que querem ver os seus aplicativos no maior número de dispositivos possível, além de abraçar os usuários, oferecendo uma proposta de experiência de uso conjugada. Faz muito tempo que a Microsoft persegue isso com os seus produtos, e o Windows 10 é o início da consolidação dessa proposta. Entendo que esse é o movimento a ser adotado não apenas pela Microsoft, mas por outras empresas que contam com um ecossistema de produtos considerável.

O Windows 10 me agrada. Não oferecem mudanças radicais no funcionamento do sistema, mas traz novidades interessantes, que tornam o sistema mais flexível para diferentes finalidades (como por exemplo os desktops virtuais, novos comandos específicos para os modos Desktop e Metro, além de um modo Continuum, que muda a interface de usuário de acordo com o reconhecimento de um periférico conectado na tela principal).

O mais importante é que o Windows 10 parece estar mais ‘democrático’. Se você ainda usa um desktop clássico ou notebook, pode usar o Windows 10 da forma mais adequada para o seu equipamento, e o mesmo vale para os usuários de tablets. Nada lhe será imposto. Sem falar que a fase final de desenvolvimento do sistema contará com a ajuda do usuário, ou seja, as chances de sair um sistema operacional do jeito que o povo gosta são enormes.

Não devo fazer parte dos beta testers do Windows 10, pois uso os meus dois equipamentos para trabalhar. Mas já estou na fila para fazer a atualização dos meus equipamentos para a nova versão, tão logo ela esteja disponível.


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