Eu amo pizza. Sério, é uma das minhas comidas preferidas. Eu como sempre que posso (e quando não posso também), e entendo que é muito difícil errar no preparo de uma pizza. Mesmo ruim, é um prato ótimo.

Mas tem gente que precisa da pizza perfeita para ser feliz. Eu entendo perfeitamente estas pessoas, e acho que elas precisam ser respeitadas. Inclusive quando elas são nerds, algo que normalmente não acontece.

E a pizza perfeita passa por processos especiais. Não podemos nos limitar a assar uma massa pronta, que não tem alma e sabor de Itália, assada em um forno elétrico (é o meu caso, já que não moro no país europeu).

Na falta de um forno de pedra a 330 graus, algo considerado imprescindível para assar uma pizza de forma adequada, físicos italianos decidiram determinar a forma científica perfeita para cozinhar uma pizza em um forno convencional.

Pode não garantir a pizza perfeita, já que outros fatores decisivos não entram nessa equação (qualidade da massa, dos molhos, dos ingredientes, a mão do pizzaiolo para abrir a massa, etc), mas deve ajudar a vida dos mais analíticos nesse processo de cozimento.

 

 

O resultado deve ser (pelo menos na teoria) o mais parecido possível com aquele que poderia ser alcançado por um forno de pedra – porém, usando um forno doméstico elétrico. Na prática, a parte matemática dessa fórmula se traduz em aquecer o forno a 230 graus e manter a pizza assando por 170 segundos.

Levando em consideração que essa pizza tem ingredientes com um elevado conteúdo de massa – como verduras e tomate -, é preciso deixar no forno durante mais tempo para compensar a perda de calor que experimentará a pizza através da evaporação.

Se vai dar certo, eu não sei. Mas muito dificilmente você vai deixar de comer a pizza. De novo: é muito difícil uma pizza dar errado.

O estudo que chegou nessa equação está disponível em PDF no The Physics of Baking Good Pizza.