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Em 2014, quando eu recebi o ASUS ZenFone 5, eu confesso que vi essa entrada da empresa no mercado de telefonia móvel com certo ceticismo, mas com alguma expectativa. Eu já era usuário dos notebooks da marca, e me via satisfeito com o resultado final desses produtos dentro desse segmento.

Eu fui um dos caras que sempre sonhou em ter um Eee PC, mesmo que esse notebook tivesse uma tela minúscula de 7 polegadas. Poucas pessoas sabem disso, mas por anos eu guardei a foto do primeiro Eee PC em meus computadores, apenas para saber que aquele produto era a referência que eu gostaria de ter.

Durante um bom tempo, eu utilizei o ASUS Eee PC 1005ha, um netbook muito competente, com um bom desempenho, uma boa autonomia de bateria e o formato Seashell que o deixava bem elegante. Eu cheguei a editar alguns podcasts nele (via Audacity), o que mostra um pouco da capacidade e potência do produto. Fiquei com esse netbook como computador pessoal por pelo menos dois anos. E fui muito feliz com ele.

 

 

Logo, meu relacionamento com a ASUS tem um certo tempo. Na verdade, a marca está nos meus blogs desde os primeiros dias, e perdura até hoje, nos mais diferentes segmentos de produtos.

Mas voltando ao ano de 2014… eu via a iniciativa da ASUS com bons olhos, mas com um certo “pé atrás”. A aposta nos processadores da Intel era válida na época, já que as duas já eram parceiras no segmento de informática. Porém, o tempo mostrou que essa parceria seria um problema para os asiáticos, uma vez que a própria Intel não entregou um suporte técnico que resultasse em um bom desempenho para o consumidor final.

Aplicativos que não eram compatíveis com os processadores Intel, elevado consumo de bateria, um desempenho abaixo do desejado… tudo isso prejudicou a linha ZenFone nos dois primeiros anos. E a própria ASUS confirma isso. Aliás, deixaram isso escancarado depois que a Intel decidiu abandonar a empresa e todo o mercado de telefonia móvel.

 

 

Mas esses dois anos renderam frutos positivos.

A ASUS desenvolveu um dos melhores softwares de gerenciamento de bateria nos dispositivos móveis que eu conheço. As várias tentativas de otimizar os recursos dos chips Intel resultaram em uma ZenUI mais limpa, leve e eficiente. Tão eficiente, que fez com que eu calasse a boca e mudasse de opinião sobre as interfaces customizadas, que podem sim ser melhores que o Android puro, oferecendo recursos que tornam a vida do usuário melhor, ao mesmo tempo de entregar um bom desempenho no dia a dia.

A partir do ZenFone 3, com a chegada dos processadores da Qualcomm, a ASUS entrou em outro patamar. Um processador estável, em um smartphone que era campeão no consumo de bateria (sério, a autonomia desse modelo é excelente), além de entregar um desempenho consistente para um uso diário.

Sem falar nas apostas que a empresa fez no design do produto, que chegou em uma estética muito bonita e elegante. Dava gosto usar o dispositivo, que tinha um ótimo agarre e uma proposta premium, muito bem vinda para um dispositivo de linha média.

 

 

A empresa também seguiu apostando na entrega de sensores fotográficos que registrassem as melhores fotos. As câmeras foram uma das poucas coisas dignas de elogios no ZenFone 2 (incluindo o ZenFone Selfie, que incluía um eficiente e generoso sensor frontal), e no ZenFone 3 elas vieram ainda melhores.

Hoje, posso dizer com orgulho que acompanhei a evolução da ASUS no mercado mobile desde o começo. E, sem medo de errar, a empresa melhorou muito. Não apenas nos produtos que oferece, mas principalmente no comprometimento em evoluir sempre. A parte de suporte ao consumidor melhorou assustadoramente, e internamente a empresa trabalha duro para corrigir os inevitáveis problemas que aparecem em seus produtos.

 

 

É difícil ver uma marca se comprometer tanto assim, inclusive com o consumidor brasileiro. Nos últimos meses, por conta do ZenFone 3 Zoom, a empresa se dedicou de forma árdua a resolver os problemas do produto detectados pelos jornalistas e blogueiros que receberam o produto no OnBoard 3. E esses profissionais tiveram um papel fundamental na hora de melhorar a proposta do produto, e eu confesso que nunca vi uma marca se envolver tanto nesse aspecto.

 

 

Amanhã (3), a nova linha ZenFone 4 será anunciada no Brasil. A evolução continua, e é bem evidente. Vocês terão a oportunidade de ver o que mudou (e para melhor) no novo modelo. E fico feliz em ver essa evolução. De verdade, quem ganha é o mercado mobile como um todo.

E um #spoiler para você: vale a pena esperar pelo ZenFone 4.