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Duas gigantes asiáticas começaram a entrar na porrada por causa de um segmento de mercado que pode ser decisivo para o futuro do mercado de smartphones. Samsung e Huawei declararam uma para a outra o desafio de entrar no octógono pelo cinturão dos smartphones dobráveis com telas flexíveis, e isso ficou mais do que evidente após o lançamento do Huawei Mate Xs.

 

 

 

Os detalhes do card principal

 

 

Na verdade, Samsung e Huawei foram as primeiras a chamar os demais para a briga, mas com exceção da Motorola e da empresa do irmão do Pablo Escobar (essa última, convenhamos… não dá para chamar de adversário de peso), mais ninguém quis enfrentar as duas gigantes asiáticas.

Outros fabricantes esboçam uma disposição para disputar esse mercado, como por exemplo a TCL que apresentou um protótipo incrível de smartphone com tela flexível retrátil (em renders, mas ainda assim algo mais promissor do que muitos fabricantes de renome por aí), e a Xiaomi, que todo mundo viu o protótipo em funcionamento, mas que ainda não se atreveu a tentar.

Fato é que a maioria dos fabricantes de smartphones, mesmo entendendo que o futuro da telefonia móvel passa de alguma forma pelos smartphones dobráveis com telas flexíveis, ainda está com aquela sensação de ceticismo que eu achava que era só minha… mas não é.

Enfim… Samsung e Huawei foram corajosas ao apresentar os seus telefones dobráveis em 2019, e ambas esbarraram nos problemas em serem pioneiras em qualquer coisa no mundo da tecnologia. O Galaxy Fold teve que ser revisado, depois de um primeiro lançamento problemático, e o Huawei Mate X teve o seu lançamento adiado, para evitar traumas e micos futuros.

Agora, temos o round 2 dessa briga, onde cada marca decidiu bater em locais diferentes, mas com o mesmo objetivo final: conquistar os early adopters.

 

 

 

Quem tentou tem bons argumentos para continuar

 

 

A Samsung lançou o Galaxy Z Flip e decidiu bater na Motorola, que semanas antes apresentou o Motorola Razr, que é tecnicamente inferior mas custa tão caro quanto. Ao mesmo tempo, dá aquela pancadinha gostosa e marota na Huawei, mostrando que é sim possível oferecer telefones dobráveis com preços um pouco menos caros.

Por outro lado, a Huawei vem com o Mate Xs, que melhorou em alguns aspectos de hardware (processador, câmeras, RAM, armazenamento, etc), mas que também dá aquela cutucada no rim da Samsung com arpão de caçar tubarão, uma vez que o seu novo smartphone dobrável possui pelo menos dois elementos que alegam ser melhores que o Galaxy Fold (seu equivalente na concorrência): a dobradiça de zircônio e a dupla capa de proteção de tela, menos sujeita a riscos e deformações.

São aspectos mediáticos que os fabricantes de tecnologia sempre levam em consideração na hora de promover os produtos. Mas enquanto você fica pensando que os telefones dobráveis são uma grande bobagem que só vieram para oferecer caras dores de cabeça para os proprietários, é importante deixar claro que, pelo menos nesse momento, o mercado está dando respostas claras para os fabricantes, mostrando que quem está apostando nos telefones com esse formato pode se dar bem no futuro.

Alguns fatos concretos sobre a tendência de smarpthones dobráveis:

– A Samsung ultrapassou um milhão de unidades vendidas pelo Galaxy Fold, apesar do preço.
– A Huawei vendeu 500.000 unidades do Mate X, comercializando-o apenas no mercado chinês, com esse preço equivalente a quase US$ 2.500.
– O Galaxy Z Flip da Samsung esgotou em minutos em sua primeira pré-venda, e atualmente há listas de espera nos mercados onde está disponível, com especificações abaixo do Galaxy S20, seu último “normal/não-dobrável” high-end.
– O novo Motorola Razr esgotou em seu dia de lançamento, e se você encomendá-lo agora, ele chega a você em meados de março.

 

Ou seja… tem muita gente querendo ter um smartphone dobrável no bolso. Mesmo que ele ainda levante dúvidas sobre a sua resistência e durabilidade.

 

 

 

O futuro da telefonia móvel é realmente dobrável?

 

 

Pesquisas mostram algum senso de estagnação na indústria da telefonia móvel por parte dos consumidores, e a existência desses smartphones dobráveis pode causar a ideia prévia sobre como um telefone deve ser pelos próximos 10 anos. E não precisa ser assim.

Se para você faz sentido ter um smartphone dobrável agora, então compre um produto com essas características agora, com os preços que são cobrados nesse momento. Mas saiba que teremos no futuro modelos com preços mais acessíveis, com mais marcas envolvidas nessa batalha.

De forma eventual, esse formato será a norma do mercado, uma vez que a indústria busca de forma desesperada e quase obsessiva oferecer o máximo de tela no menor espaço possível, e por causa disso removeram quase que por completo todas as bordas. E isso virou tendência de mercado. Logo, não é absurdo dizer que os telefones dobráveis podem ser o próximo passo.


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