O ponteiro do mouse (ou cursor, ou flecha, não importa) nos acompanha desde 1968, quando a Engelbart mostrou ao mundo a mãe de todas as demos. É um item que perdurou até hoje como algo perfeitamente reconhecível, mas que foi evoluindo com o passar do tempo.

Foi nas máquinas com interface gráfica da Xerox que o ponteiro do mouse apareceu como ‘flecha inclinada à esquerda’. Mas não há documentos que detalham por que tem esse formato, orientação ou ângulo.

Fato é que o item chegou para ficar. A Apple copiou para o Lisa e o Macintosh, foi adotado pelo Windows e em outros sistemas operacionais.

Entre as melhorias com o passar dos anos, se incluem o tamanho do ponteiro, a cabeça da flecha, o branco sobre o negro ou o negro sobre o branco, dois ou três pixels maior ou menor, com sombra ou sem sombra, entre outras.

Curiosamente, todas essas mudanças se refletem no Windows. Nos equipamentos Apple, o ponteiro foi o mesmo por 22 anos, até que alguns pixels foram corrigidos no macOS Tiger (2005).

Aliás, as telas Retina e resoluções superiores (4K, 5K, etc) exigiram que o ponteiro do mouse no macOS fosse alterado. A última parte do vídeo explica por que o seu autor decidiu criar os seus próprios cursores (em diferentes categorias).

Eu confesso que eu não consigo imaginar a minha vida sem o ponteiro do mouse. É o ponto de referência para a movimentação e interação com o sistema operacional. É como nossa mente é representada digitalmente na interface do usuário.

Tudo bem, hoje em dia temos os dispositivos com telas sensíveis ao toque, e acionar com o dedo diretamente um elemento gráfico é algo muito mais fácil do que ir até o mouse até esse elemento e clicar nele.

Mesmo assim. Como produtor de conteúdo ‘old school’, eu ainda prefiro usar o ponteiro do mouse para me localizar entre os diferentes elementos do computador.

Até porque eu abro tanta aba no Chrome, que é impossível alternar entre elas com o meu dedo tocando na tela.