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A história dos capacetes do Daft Punk

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Agora que superamos o fim do Daft Punk (em partes, pois para muitos amantes da música, essa decisão é difícil de engolir), chegou a hora de revelar um dos maiores mistérios que envolvia a dupla francesa de música eletrônica: como funciona aqueles capacetes futuristas?

Muitos de nós ficamos com a impressão que era impossível alguém conseguir enxergar usando aqueles capacetes, principalmente quando algumas mensagens eram reproduzidas na parte frontal. Mas ainda bem que existe a tecnologia para deixar coisas complexas bem mais simples.

 

 

 

Esses capacetes são confortáveis?

 

 

A resposta é: sim.

Esses capacetes permitiam que os integrantes do Daft Punk enxergassem tudo ao redor, e são confortáveis para o uso. Caso contrário, eles jamais teriam construído uma carreira musical com essa proposta visual.

A dupla se apresentou ao redor do mundo com esses capacetes por quase três décadas, tanto nos videoclipes como em performances ao vivo, premiações e qualquer tipo de aparição pública ao longo de sua longa carreira (sem trocadilhos). Logo, qualquer lenda urbana que envolve a não visualização com o uso dos óculos seria um completo absurdo.

 

 

Os capacetes foram decisivos para ajudar a amplificar a mística em torno do Daft Punk, sendo um ótimo complemento ao talento que essa dupla ofereceu ao mundo. Porém, esses capacetes jamais existiriam sem uma boa dose de investimento financeiro e ótimos profissionais trabalhando nos acessórios, com uma boa dose de tecnologia.

 

 

 

Quem construiu esses capacetes?

 

Os capacetes do Daft Punk foram desenvolvidos por Thomas Gardner no meio dos anos 90. Esse cara trabalhou como designer de efeitos especiais e maquiagem em diferentes filmes de Hollywood, com destaque para A Família Adams e um dos filmes da franquia do boneco assassino Chucky.

E apenas um cara que tem vasta experiência no assunto poderia desenvolver uma tecnologia como essa na década de 90. Uma tecnologia tão futurista, que foi adotada nas décadas seguintes.

 

 

 

O legado dos capacetes

 

 

A ideia do Daft Punk com essa estética futurista era mostrar “a dualidade existente no mundo pós-moderno entre homem e máquina”, e os capacetes eram essenciais no conceito. Porém, acho que nenhum dos envolvidos poderia imaginar que essa ideia se tornaria um ícone da cultura pop global.

Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo (os integrantes do Daft Punk) declaravam constantemente e em diversas oportunidades que o capacete era a verdadeira identidade da dupla, desejando que as pessoas os encarassem como robôs fazendo música. Isso, e toda a timidez de ambos por causa da aparência física deles.

 

 

Na verdade, a dupla queria que as pessoas se concentrassem na música e não na aparência deles. Mas não foi bem isso o que aconteceu: com capacetes espetaculares como esses, era difícil não olhar para eles.

De qualquer forma, com o fim do Daft Punk, chega ao fim mais um brilhante capítulo da cultura pop e da música eletrônica. E esses capacetes são os símbolos máximos dessa era. Não apenas reforçam a música de qualidade, como marcam de vez o compromisso cumprido por músicos que se mantiveram inegavelmente fiéis aos seus propósitos e objetivos.

A seguir, um pequeno vídeo que mostra um pouco mais sobre a história por trás dos capacetes do Daft Punk.

 

 


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