
É direito seu achar que tudo o que apareceu na franquia de filmes Star Wars é apenas uma obra de ficção, criada pela mente criativa de George Lucas. E é meu direito dizer que você está errando na vida ao pensar dessa forma.
A prova de que você está errado e eu estou certo está no conteúdo deste artigo. Você sabia que existe um código de programação real em Star Wars, mas poucas pessoas se deram conta disso?
Então… acredito que isso rende uma história minimamente interessante, e que será compartilhada em detalhes com os mais leigos a partir de agora. Você vai descobrir como a Estrela da Morte era programada, e em detalhes.
O código de programação real em Star Wars

Na cena de resgate da Princesa Leia em “Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança”, há um código de programação real na tela de um dos computadores que aparecem em cena.
O código está escrito em linguagem assembler para o computador Commodore 64. Esse software é utilizado para controlar o fluxo do programa e realizar operações básicas, como loops, condicionais e manejo de erros.
O propósito específico do código é desconhecido sem o contexto completo da cena, mas pode estar envolvido em qualquer tipo de operação, desde a lógica de um jogo até a manipulação de dados mais complexos como, por exemplo, a destruição de um planeta inteiro.
Um pouco mais sobre a linguagem assembler
O assembler é um tipo de linguagem de programação que se baseia em instruções mnemotécnicas, que são traduzidas diretamente para o código de máquina que a CPU pode entender.
Cada tipo de processador tem seu próprio dialeto de linguagem assembler, não apenas para garantir o melhor desempenho, mas também para estabelecer uma estrutura específica e patenteada de cada hardware desenvolvido
Como você já pode imaginar, o assembler é mais complexo que linguagens de alto nível como Python, Java ou C++, mas oferece maior controle sobre o hardware e otimização de desempenho.
Por que o assembler ainda é utilizado?
O assembler é uma plataforma que conta com mais de 60 anos de existência, mas até hoje é utilizado pelos equipamentos informáticos de todo o mundo.
E motivos para isso não faltam:
- Eficiência: ele permite aos programadores otimizar o código para um determinado hardware, melhorando o seu desempenho e protegendo as características do dispositivo nos aspectos comerciais.
- Programação de hardware: o assembler ainda é considerado um elemento essencial para o desenvolvimento de firmware, drivers de dispositivos e sistemas operacionais, e não deve ser abandonado tão cedo.
- Ensino do hardware: a plataforma fornece uma compreensão profunda de como funciona o hardware em baixo nível, o que é excelente para quem quer conhecer as entranhas mais profundas de uma plataforma.
- Análise de malware: o assembler permite aos especialistas em segurança entender o comportamento de programas maliciosos, aumentando as chances de uma solução eficiente e definitiva para várias ameaças cibernéticas.
Outras curiosidades

Existem pelo menos duas curiosidades ou referências em Star Wars para o uso dessa tecnologia informática, mostrando que naquele tempo as produções cinematográficas já utilizavam os “easter eggs” para se conectar com o público.
Ou neste caso, um público bem específico: os programadores.
A primeira aparição do alfabeto aurebesh, que é alfabeto oficial do universo Star Wars, foi em “Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca”.
E essa linguagem é utilizada até hoje pelos fãs mais hardcores da franquia.
A outra curiosidade é que o código na cena da Estrela da Morte em destaque neste artigo é uma referência ao primeiro filme de George Lucas, “THX 1138”.
Ou seja… nada do que você viu é por acaso ou aleatório. Tudo tem uma razão de ser.

