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Ultimamente, está parecendo que sim.

A Microsoft nunca esteve tão open source do que agora. Está abraçando o Linux como se fosse um dos grandes amores de sua vida desde sempre (mas quem conheceu a era Steve Ballmer na gigante de Redmond sabe que as coisas não foram desse jeito sempre), e agora com um kernel Linux dentro do Windows 10, abre as portas para o mundo do código aberto de vez.

Por isso, a pergunta é pertinente: seria a Microsoft uma empresa de código aberto?

Bem sabemos que a Microsoft é uma empresa que trabalha com produtos e serviços fechados, como o Windows e o Office. Você precisa pagar para usar esses serviços. Por outro lado, não apenas decidiu abraçar o open source como adota várias das filosofias e estratégias desse formato, inclusive transformar o Windows 10 em um serviço, deixando de lado o aspecto de ser um produto.

Além disso, alguns dos softwares para desenvolvedores da Microsoft também estão disponíveis em formato open source, para livre uso. Aqui, a ideia é sim oferecer um produto de código aberto, mas também aumentar a base de usuários de suas soluções, além da expansão do portfólio de aplicativos para os seus sistemas operacionais.

 

 

A Microsoft pode não ser uma empresa open source, mas compreendeu o seu valor em um sentido amplo, e começa a colher os frutos dessa maior compreensão. E levando em consideração que Steve Ballmer chegou a chamar o código aberto de “câncer” do mundo informático, a mudança de entendimento da empresa nesse aspecto é considerável.

Há quem diga que o Windows será de código aberto no futuro. Acho difícil isso acontecer, mas não acredito que seja improvável. A Microsoft desistiu do Edge do jeito que conhecemos, para utilizar a base do Chromium para o novo Edge Chromium, compatível com todas as extensões existentes do Chrome (grande carência do Edge até agora) e com a internet como conhecemos hoje na maioria dos seus sites.

Logo, deixar o Windows livre para ser melhorado e desenvolvido por qualquer pessoa, e permitindo o seu uso de forma mais ampla pode ser o ponto final de uma empresa que enxergou no open source uma forma viável em crescer e prosperar.

O futuro vai dizer o que a Microsoft é. E esse futuro não vai demorar a chegar.


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