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Quem diria que isso iria acontecer?

Quem poderia imaginar que a toda poderosa Microsoft ia um dia perder a sua dominância entre os navegadores web através do (quase) onipresente Internet Explorer? E quem poderia dizer que a mesma gigante de Redmond iria abrir mão do seu competente (porém, utilizado por pouquíssimos usuários) navegador Edge para se render ao Chrome?

Mais do que isso: quem poderia imaginar que seria a Microsoft a responsável por reinventar o navegador web do Google?

 

 

 

Do Edge ao Chrome, um caminho de aprendizado

 

A Microsoft lançou o navegador Microsoft Edge (o original) em 2015, junto com o Windows 10. O browser era totalmente novo, e era o substituto do falecido Internet Explorer, que teve o seu tempo de auge, mas estava se aposentando. Porém, em 2015, o mercado era dominado pelo Chrome e pelo Firefox, de modo que poucas pessoas se importaram com a chegada do Edge.

E isso foi meio injusto por parte dos usuários.

O Edge sempre foi um navegador web rápido e seguro. Só pecava mesmo por não contar com as tais extensões, tão populares no Chrome, e que garantem hoje a melhor experiência de uso da internet. Além disso, a cota de usuários do navegador da Microsoft era minúscula, e a maioria das pessoas só utilizavam esse software nos computadores novos justamente para realizar o download do Chrome.

O tempo passou, a Microsoft se rendeu ao motor do Google, e lançou em 2020 o novo Microsoft Edge Chromium. E com ele, tudo mudou. Para melhor, felizmente.

 

 

 

O Edge é o melhor do Chrome nesse momento

 

O feedback dos usuários (eu, inclusive) para o novo Edge é realmente muito bom. Eu mesmo abandonei oficialmente o Google Chrome para adotar a solução da Microsoft como navegador web principal no meu computador e no meu smartphone.

É claro que a participação de mercado do Edge ainda é pequena, e isso é algo normal. Mas a experiência de uso, o compartilhar de dados com o Chrome e a possibilidade de uso das extensões faz com que este software seja hoje o navegador mais interessante do mercado.

Além disso, um dos grandes pontos positivos do novo navegador da Microsoft é que ele tem por trás o time de desenvolvimento do Windows, além do suporte do Google no Chromium. Ou seja, tudo o que é implementado ao Google Chrome acaba eventualmente chegando no Edge Chromium, mas turbinada das melhorias agregadas pela Microsoft. Por outro lado, as melhorias que o Edge apresentam acabam chegando ao Chrome com o passar do tempo, justamente por causa desse trabalho colaborativo mais próximo entre as duas empresas.

Logo, a Microsoft foi a melhor coisa que poderia ter acontecido com o Chrome. Isso pode fazer com que aqueles erros e problemas históricos do navegador do Google sejam resolvidos, e todos os usuários podem se beneficiar disso em algum momento no futuro.

Melhorias recentes do Edge já fizeram com que o Chrome passasse a consumir menos RAM, e esse é um dos melhores ganhos dessa simbiose. A posição cômoda que o Google teve por anos nesse segmento está ameaçada, e isso faz com que todos os envolvidos acabem trabalhando para oferecer softwares cada vez melhores.

Para a Microsoft, é interessante melhorar o Edge ao máximo. E isso faz com que o código do Chromium seja melhor, beneficiando outros navegadores que utilizam essa mesma ferramenta. Tem como ser melhor do que isso? Difícil…


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