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A Microsoft quer aniquilar a Sony do mundo dos videogames?

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Eu me lembro da Microsoft da era Bill Gates.

A empresa de Redmond era uma gigante destruidora, que tinha como principal objetivo dominar todos os computadores do planeta, além de aniquilar a concorrência com práticas predatórias e monopolistas.

Depois, veio a era Steve Ballmer, que foi um tanto quanto atrapalhada na hora de acabar com a Nokia que a gente tanto amava, mas ao menos deixou o Xbox viver para divertir os nossos finais de semana.

Mal sabia Ballmer que estava deixando para Satya Nadella uma poderosa arma para pelo menos tentar destruir a Sony no mercado de videogames.

Sim. Isso mesmo. A compra da Activison Blizzard por parte da Microsoft é uma tentativa descarada de varrer a Sony do mundo dos games. E todo mundo sabe disso.

 

 

 

A Sony ficou com medinho

Quando uma empresa do tamanho da Microsoft decide investir nada menos que US$ 68 bilhões em uma das maiores empresas de videogames do mundo, todos devem se assustar. Até eu senti um frio na espinha quando soube da notícia.

Então… imagina a Sony.

Não que seja o caso de encontrar executivos japoneses embaixo de um mesa, chorando e gemendo em posição fetal. Mas esse é um duro golpe para a Sony e, por que não dizer, para toda a indústria de videogames.

Afinal de contas, essa transação envolvendo a Activison Blizzard e a Microsoft é “apenas” A MAIOR COMPRA DA HISTÓRIA DOS VIDEOGAMES.

Tudo bem, estamos falando de uma história de pouco mais de 50 anos. Mas é uma história tão dinâmica, cheia de reviravoltas, plot twists e cartuchos enterrados no deserto, que o tempo que passou até aqui é algo quase irrelevante.

O anúncio da compra resultou em uma perda de 10% das ações da Sony COMO UM TODO, e não da divisão de videogames. E isso é algo muito sério para uma gigante da indústria de tecnologia de consumo e eletrônicos.

Tanto, que a própria Sony foi à imprensa rapidamente para “gentilmente” pedir que a Microsoft mantenha os acordos já estabelecidos, na esperança que os jogos da Activision Blizzard não sejam exclusivos do universo Xbox.

Bom, a Microsoft parece estar disposta a negociar a permanência desses jogos na plataforma PlayStation… mas certamente vai cobrar um valor a mais da Sony para que isso aconteça. Até porque não existe almoço grátis, e a turma do Nadella vai receber uma fatia maior do bolo.

Logo, por que não pedir para que a fatia seja ainda mais generosa?

E se a Sony não topar…

 

 

 

Devolva com a mesma moeda

Um dos principais ativos de um console de videogame são os jogos exclusivos. E bem sabemos como Sony e Microsoft (ou melhor, seus fãs mais freaks) tentam esfregar uma na cara da outra os títulos exclusivos que possui.

De verdade? Não acho que a Microsoft vai querer entrar na vibe de ficar com os jogos da Activision Blizzard só para o ecossistema do Xbox, pois ela mesma entende que o que realmente importa nesse mundo é vender mais e mais jogos. Pois são os jogos que geram lucros.

É o mesmo pensamento que Bill Gates tinha quando queria o Office nos computadores da Apple, e isso resultou em um cheque que tirou a empresa de Steve Jobs da falência.

Não que a Sony vá à falência sem os jogos da Activision, mas pode ter um certo êxodo de jogadores para o console da rival.

E retirar os jogos da Sony pode ser a melhor resposta que a Microsoft pode dar. Uma dura resposta que devolve anos de indiferença dos japoneses em diversos temas, incluindo o cruzamento entre as plataformas, inclusive.

O futuro vai dizer como a Microsoft vai lidar com esta situação. Mas ver a Sony com medo deixa qualquer um com medo.

Eu, inclusive. E isso que eu tenho um Xbox Series S em casa.


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@oEduardoMoreira