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A OPPO mudou a telefonia móvel em 2025?

Quem poderia imaginar que isso iria acontecer?

No final de 2024, gravei um vídeo para o TargetHD.net afirmando com todas as letras que a OPPO precisava descobrir o que iria fazer da vida. Na época, argumentei que a marca tinha perdido identidade, e que seus produtos entregavam um “mais do mesmo” que não atraíam aos consumidores.

Parece que a marca me ouviu, e decidiu ousar. Foi para o lado mais complexo da telefonia móvel, e arriscou com lançamentos de smartphones dobráveis que são realmente interessantes.

Agora, colhe os frutos disso. Consegue o reconhecimento da crítica e do público, e começa a atrair olhares da concorrência, que está se preocupando com todo esse avanço.

Vamos entender melhor o que aconteceu aqui.

 

O novo cenário da telefonia móvel

Até o início de 2025, o mercado de smartphones parecia ter atingido um teto de inovação, com lançamentos que traziam apenas melhorias incrementais e poucas surpresas reais.

O “mais do mesmo” estava presente em praticamente todas as marcas, que lançavam novos modelos que não contavam com inovação. Apenas atualizações e melhorias em aspectos que muitos simplesmente não se importavam.

O tempo mostrou que, para a OPPO, a estagnação era apenas algo aparente. A marca assumiu um certo protagonismo no setor ao apresentar soluções que alteraram fundamentalmente a dinâmica do setor móvel.

A gigante asiática demonstrou que é possível ir além das especificações técnicas padronizadas, focando em desenvolvimentos que impactam diretamente a usabilidade diária e a vida útil dos aparelhos.

Foi um investimento pesado em pesquisa e desenvolvimento, o colocou a empresa em uma posição de destaque no mercado mobile, desafiando concorrentes a saírem da zona de conforto.

Tá, a OPPO não está ameaçando a Samsung em vendas nos mercados globais. Mas já fez barulho o suficiente para que a marca sul-coreana ao menos arriscasse mais, com dois novos modelos que tentam abrir novos segmentos dentro do setor de telefonia móvel: o ultrafino Galaxy S25 Edge e o tablet dobrável Galaxy Z TriFold.

Com uma estratégia clara de “tecnologia a serviço de todos”, a OPPO não apenas lançou novos produtos, mas redefiniu as expectativas dos consumidores sobre o que um smartphone premium deve oferecer.

O resultado é um portfólio que combina a versatilidade dos dobráveis com a robustez de câmeras profissionais, marcando 2025 como o ano da virada para a marca.

Terminamos o ciclo de 12 meses mais admirando o que a OPPO fez do que criticando as suas decisões questionáveis dos anos anteriores, o que é um progresso sem tamanho.

 

A maturidade dos dobráveis com o Find N5

A evolução dos celulares dobráveis deixou de ser sobre a durabilidade da dobradiça para focar na inteligência da adaptação, e o OPPO Find N5 exemplifica essa maturidade com maestria.

A empresa compreendeu que o hardware flexível só é verdadeiramente útil quando o software consegue antecipar as intenções do usuário, ajustando a interface ColorOS instantaneamente conforme o modo de uso.

Aqui, a OPPO felizmente não repetiu os erros de alguns dos seus concorrentes no passado, que não adaptaram suas interfaces do Android para os novos formatos de tela.

Isso não aconteceu apenas com dispositivos dobráveis. Telefones com telas curvadas, com aspecto diferente de 16:9 e os tablets Android foram vítimas dessa falta de percepção dos fabricantes.

Muitos custaram a entender que colocar o Android em um dispositivo com outro formato de tela não era o suficiente. Era preciso adaptar o sistema operacional para a nova proposta.

Essa otimização de software foi o grande diferencial que garantiu aplausos da indústria, pois resolveu a degradação e fragmentação que muitas vezes frustrava a experiência em telas grandes.

O sistema agora não apenas expande o conteúdo, mas reorganiza multitarefas e ferramentas de produtividade de forma intuitiva, tornando o Find N5 uma ferramenta de trabalho legítima e não apenas um gadget curioso.

Isso é muito importante para qualquer dispositivo dobrável que pensa em ser realmente útil para os usuários mais profissionais e produtivos.

Não adianta absolutamente nada ter uma tela maior se o software não está preparado para exibir a interface de forma correta, ou entregar a melhor experiência possível para quem quer e precisa usar o telefone com a tela expandida.

A aposta da OPPO em refinar a interação entre o usuário e a tela dobrável estabeleceu um novo padrão de ouro para o mercado em 2025. Como eu disse antes, a concorrência teve que correr atrás de alguma forma para não perder terreno.

Ao priorizar a fluidez e a resposta rápida da interface, a marca conseguiu entregar a promessa de que um dobrável pode ser, simultaneamente, um tablet potente e um telefone compacto, sem compromissos na performance.

Muitos passaram a desejar o Find N5 pela capacidade do dispositivo em entregar essa flexibilidade de uso de forma orgânica.

E o mais importante de tudo isso: sem precisar esfolar o cartão de crédito do consumidor no processo.

 

O trunfo fotográfico com a Hasselblad

O ano de 2025 também ficará marcado pela introdução do Teleconversor Hasselblad em alguns smartphones da OPPO, uma inovação que rompeu as limitações físicas das câmeras de smartphones.

Uma vez que é possível acoplar uma lente física de longo alcance no smartphone, a OPPO trouxe a óptica da fotografia profissional para o bolso do usuário, oferecendo um zoom real e detalhado que dispensa os artifícios digitais agressivos vistos anteriormente.

Pode não parecer, mas a diferença para os usuários que trabalham com fotografia a sério é algo gritante.

Não ter que levar uma câmera fotográfica profissional (e os seus acessórios) em um simples passeio no parque porque o seu smartphone conta com o suficiente para o registro de fotos acima da média é um baita argumento para o investimento no dispositivo.

É uma mudança de filosofia importante na OPPO.

A marca se afasta da dependência exclusiva de processamento de imagens por IA para corrigir fotos de longa distância. Ao mesmo tempo, oferece recursos para entregar uma imagem mais fiel à realidade para o usuário.

O resultado são imagens com texturas naturais e profundidade óptica genuína, algo que softwares de pós-processamento, por mais avançados que sejam, ainda lutam para replicar com perfeição.

A grande maioria das pessoas estão neste momento buscando por fotos com qualidade mais orgânica e menos produzida pelo ChatGPT. E os telefones da OPPO e seus complementos para fotografia podem alcançar esse objetivo, mas sem abrir mão da qualidade por excelência.

Além da qualidade de imagem, o sistema mecânico introduz uma ergonomia de câmera dedicada, incluindo o tão desejado botão físico para captura.

Isso transforma a experiência de fotografar, devolvendo a sensação tátil e a precisão que entusiastas e profissionais buscam, consolidando o smartphone como a única câmera necessária para a maioria das situações.

Para muitos, será o mesmo que ter uma câmera semi-profissional nas mãos. E esse é um diferencial relevante, tanto para quem vive do registro de imagens quanto para quem só faz os cliques de forma casual durante os finais de semana.

Neste momento, não é qualquer fabricante de smartphones que consegue entregar essa qualidade final e experiência de uso combinadas no campo de fotografia.

 

Democratização e qualidade de imagem

A presença de um sensor de uma polegada nos dispositivos da linha Find, como o Find N5 e o Find X9, sinaliza a democratização definitiva da fotografia de alta qualidade.

Tudo bem, ainda há um caminho muito longo para se percorrer para que um dia esses sensores estejam disponíveis em telefones mais acessíveis. Mas ao menos é um começo sustentável para esse objetivo.

A OPPO conseguiu integrar um hardware de ponta, que antes era exclusivo de nichos ultra-premium, que está se tornando acessível em formatos versáteis, que atendem tanto o usuário casual quanto o criador de conteúdo exigente.

A capacidade de obter resultados surpreendentes sem a necessidade de tripés ou iluminação complexa é uma confirmação de todo um processo de engenharia envolvida nesses novos sensores.

Passa bem longe de ser fácil obter a melhor estabilidade no registro de fotos em determinados cenários de luminosidade, e ver que a OPPO investiu na resolução desse problema é algo bem interessante.

Mesmo com todas as melhorias dos sensores de câmeras da concorrência, esse é um aspecto pouco abordado pelos fabricantes de smartphones.

A estabilização e a captação de luz foram aprimoradas a tal ponto que a fotografia noturna e o zoom de longo alcance se tornaram triviais, eliminando a frustração de fotos tremidas ou granuladas.

Nesse ponto, dá para dizer que a OPPO “se inspirou” na Apple, que foi a marca que mais investiu recursos para melhorar a fotografia noturna e captação de imagens em movimento nos ambientes com baixa luminosidade.

Esse movimento da OPPO força todo o mercado a elevar o nível, pois o consumidor agora entende que não precisa carregar múltiplos dispositivos para ter excelência visual.

A integração entre o hardware robusto e a expertise da Hasselblad criou um ecossistema onde a qualidade técnica é garantida, permitindo que o usuário foque apenas na criatividade e no momento.

E como as demais marcas não contam com uma parceria como essa no campo de fotografia, fica um pouco mais difícil para a concorrência acompanhar essas inovações.

 

Uma autonomia de bateria que melhorou (e muito)

Em um mundo onde a velocidade de carregamento já é alta, a OPPO inovou ao voltar seus olhos para a saúde a longo prazo das células de energia.

Essa sempre será uma demanda dos usuários, independentemente da marca em uso e do tipo de smartphone em questão.

O lançamento do novo chip de gerenciamento de bateria da OPPO em 2025 é outro ponto de virada da marca. Mais do que isso: é um compromisso com a sustentabilidade do dispositivo, garantindo que o desempenho não se degrade precocemente após meses de uso intenso.

Na sua cara, dona Apple (que obriga aos donos do iPhone a trocar de bateria depois de dois anos se quiser ter o bom desempenho do smartphone de volta).

O sistema trabalha em conjunto com a tecnologia SuperVOOC para monitorar em tempo real múltiplos sensores de tensão, corrente e temperatura, prevenindo o estresse químico da bateria.

A abordagem mais proativa no gerenciamento energético evita anomalias que poderiam encurtar a vida útil da bateria, oferecendo uma segurança maior para quem investe em um topo de linha.

Uma postura respeitosa ao consumidor, e até inteligente por parte da marca. Dessa forma, ela manda o recado claro para os seus usuários: “nós sabemos o que vocês querem, mas estamos cuidando para que você tenha isso pelo maior tempo possível”.

Os dados divulgados pela empresa, indicando uma redução de 30% na degradação após 500 ciclos, são significativos para o ciclo de troca de aparelhos.

Prolongando a vida útil da bateria, a OPPO não apenas melhora a experiência do usuário, mas também reduz a necessidade de manutenção e o lixo eletrônico, alinhando alta performance com durabilidade real.

 

O que aprendemos com tudo isso?

Que ao menos a OPPO está se esforçando para reencontrar uma identidade própria, e o primeiro passo em busca desse objetivo foi dado: tentar acertar em cheio naquilo que os usuários mais desejam.

Parece que a OPPO se encontrou dentro do segmento. Entendeu que precisava não apenas investir pesado nos formatos diferenciados, mas também oferecer produtos que entregavam soluções melhores, se alinhando com aquilo que o consumidor mais deseja e espera dos seus dispositivos.

Agora só falta a OPPO implementar essa nova filosofia nos modelos de smartphones mais simples e acessíveis.

Não quero pensar que os modelos de entrada e linha média foram abandonados pela marca. Quero acreditar que os dispositivos mais simples e menos caros também vão melhorar com o passar do tempo.

Caso contrário, só me resta pensar que a OPPO está queimando um dinheiro enorme em segmentos que não tem condições de competir, dando um enorme tiro no próprio pé, o que pode custar a sua sobrevivência no mercado de telefonia móvel.