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De novo, o meu recado para os vegetarianos: o dia que eu encontrar uma vaca de soja, a gente começa a conversar, ok? De qualquer forma, a biotecnologia está chegando ao grande público, através do veganismo, ou melhor, da substituição de produtos animais por outros de origem vegetal, entregando “a mesma experiência de uso” (ou absurdos como “hambúrguer de soja”, algo que qualquer pessoa minimamente racional sabe que não existe).

Mas no caso da biotecnologia, não temos comidas chatas, como bistecas de tofu (outra coisa ridícula) e almôndegas vegetarianas (qualquer coisa redonda agora pode ser chamada de almôndega?). Há quem diga que não se note diferença entre o frango real e o frango com tecnologia. Bom, pelo menos a biotecnologia quer nos convencer disso.

 

Um ecossistema em ebulição

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Os vegetarianos são 6% da população norte-americana e representam um mercado que movimenta US$ 84.6 bilhões por ano. E esta é uma tendência emergente: entre 26% e 47% dos consumidores declararam ter consumido menos carne no último ano, e 35% deles relaciona os produtos veganos com a saúde, 12% com a perda de peso, e 11% com a responsabilidade ambiental.

Porém, ser vegano ou vegetariano não é algo fácil. Faltam as opções nos principais supermercados, e quando elas existem, são caras demais. Por isso os fundos de investimento viram nesse grupo uma grande oportunidade, e não só por causa desse grupo, já que cada vez mais as pessoas estão convencidas que as dietas com menos proteínas animais é uma boa solução para o meio ambiente.

Porém… isso é seguro? Ou saudável?

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Ao que parece, sim.

Nos Estados Unidos, empresas com foco no veganismo ou vegetarianismo (ou na comida alternativa aos recursos animais) contam com uma regulação mais rígida que as demais. Isso faz com que a qualidade final desses alimentos seja também maior, e o consumidor é quem ganha com esse rigor todo.

Me desculpem os veganos, mas a comida vegetariana nunca triunfou junto ao grande público (diferente daquilo que vocês tolamente acreditam) pelo simples fato das pessoas e empresas passarem anos tentando produzir alimentos que substituíssem os produtos de origem animal. E todas essas tentativas nunca estiveram a altura dos produtos originais, gastronomicamente falando.

Hoje, o foco é mais diversificado: temos desde empresas que usam proteínas já conhecidas mas apostando na melhor emulação possível no sabor nas características da carne, até empresas que baseiam os seus produtos em organismos geneticamente modificados. É muita tecnologia para oferecer um resultado final como esses a seguir.

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Seja como for, agora é mais provável que eu tenha problemas de saúde no bar do meu bairro do que com esses produtos. A polêmica sobre os organismos geneticamente modificados pode tirar o foco da verdadeira questão. Mas a verdade é que todas as biotecnologias já levam tempo demais convivendo conosco (há quem diga que desde o princípio da agricultura). A insulina utilizada hoje no tratamento da diabetes é um claro exemplo.

Por outro lado, uma das maiores preocupações está na hora de substituir a carne, pelos problemas nutricionais que a decisão provoca. Agora, com a biotecnologia, podemos inclusive combinar uma dieta equilibrada e saudável com uma experiência gastronômica equivalente ao original.

E aqui, o jogo muda a favor dos veganos e vegetarianos.