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Na semana passada, eu estive na Justiça Eleitoral da cidade de Ponta Grossa (Paraná), para transferir o meu título de eleitor para a nova cidade. Tudo bem, depois de tudo o que aconteceu em Brasília na última semana, eu me pergunta por que estou fazendo isso, já que o meu voto não vale muita coisa. Mesmo assim, tenho que fazer isso por obrigação.

Como eu sempre estou de olho nas tecnologias que me rodeia, eu rapidamente fiquei de olho em dois gadgets que estavam disponíveis na bancada da atendente. O primeiro é esse sistema de reconhecimento de assinatura (esquerda), que em uma tela sensível ao toque, pode identificar a assinatura da pessoa.

Porém, percebi que o sistema não é tão intuitivo quanto parece. Diferente de alguns tablets disponíveis no mercado, onde os diferentes níveis de pressão exercidos na tela servem para atividades mais dinâmicas (como por exemplo tipo do traço a ser feito, visualização de menus e outras funções), no caso do dispositivo da Justiça Eleitoral, eu fui orientado a fazer uma pressão acima do normal para uma maior precisão do registro da assinatura que eu precisava registrar na tela.

O resultado é que tal pressão tornou mais difícil o registro da assinatura com a precisão solicitada. Normalmente não estamos acostumados a fazer força na hora de assinar um documento. Utilizamos o lápis ou a caneta normalmente, e forçar a caneta contra a tela fez com que a mesma escorregasse por duas vezes. Mas tudo deu certo.

O segundo gadget era o já popular identificador biométrico. O período de cadastro da biometria ainda estava ativo no Paraná, e aproveitei para deixar as minhas digitais (acho que eu teria que deixar de qualquer forma, já que apesar de ser uma transferência de domicílio, eu estava fazendo um novo registro de eleitor paranaense).

Aqui, alguns dedos precisaram ser reconhecidos pelo menos duas vezes, já que o dedo não pode “dançar” no leitor biométrico. Sem falar que para os dedos da mão esquerda, a missão não é das mais agradáveis. Mesmo assim, o registro foi feito sem maiores problemas.

É legal ver essas tecnologias pipocando. Bem sabemos que a Justiça Eleitoral brasileira usa muita tecnologia, como as urnas eletrônicas e uma rede de dados nacional interligada (já trabalhei em cartório eleitoral em três eleições). E achei interessante compartilhar com vocês essa breve experiência com uma tecnologia que está ao alcance da maioria das pessoas.