Huawei e Xiaomi são as duas principais ameaças ao duopólio Apple e Samsung no mercado de telefonia móvel. Duopólio que nunca esteve tão próximo de chegar ao fim, por causa das duas marcas chinesas e de suas respectivas estratégias para conquistar fatias de mercado.

Enquanto a Huawei aposta no segmento top de linha e modelos premium, utilizando novas (e proprietárias) tecnologias (principalmente na parte fotográfica) e os seus próprios processadores, a Xiaomi acredita que pode ganhar espaço oferecendo uma relação custo/benefício simplesmente imbatível.

Por enquanto, as duas estratégias estão funcionando muito bem, mas eu acredito que a da Xiaomi é a mais consistente e duradoura. Os preços mais reduzidos para dispositivos que entregam uma qualidade acima da média para dispositivos de sua categoria resultaram em uma base de fãs devotados pelos produtos da marca.

Sendo bem realista, é correto dizer que a Xiaomi nunca teve concorrência no mercado de massas. Sempre se posicionou muito bem nos países emergentes e em mercados onde a maioria não aceitava mais pagar mais caro para ter um bom dispositivo.

 

 

E agora, com a Redmi como uma marca própria, a Xiaomi pode reforçar ainda mais essa dominância, oferecendo produtos dedicados à relação custo/benefício, e sem comprometer tanto a tal da popularidade, já que a própria Mi anunciou que os modelos da linha principal ficarão mais caros.

E isso, porque eu nem estou falando do Pocophone, já que tem gente que tem raiva desse produto por ter um hardware top de linha com preço de smartphone de linha média. Ou seja, eu nem preciso começar a argumentar a favor dele.

Para completar a equação, a expansão internacional da Xiaomi está funcionando muito bem, pois a empresa já registrou um considerável aumento de suas receitas. Apesar de entender que os preços no Brasil de alguns produtos estão distantes da realidade global, perdendo a tão bem vinda relação custo/benefício.

Diante de tudo isso, fica difícil não dizer que a Xiaomi quebrou paradigmas de forma até surpreendente, deixando lições importantes para as gigantes do mercado. Não estou dizendo que todos os fabricantes agora são obrigados a vender smartphones com preços muito reduzidos. Mas estou afirmando que está cada vez mais difícil argumentar a favor dos elevados valores estabelecidos pelos principais players de mercado.

No meio do caminho tem a Xiaomi, se tornando cada vez mais forte junto ao grande público.