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Quando a Xiaomi começou a dar os seus primeiros passos, vimos uma empresa chinesa que aspirava competir com as gigantes do mundo da telefonia. Eles tinham muita ambição, e desde a primeira geração de smartphones até a atual, eles seguiram com sua filosofia de oferecer um grande produto por um preço mais acessível. E eles conseguiram, mesmo com uma série de “macetes”.

O tempo passou, e a Xiaomi está diversificando seu negócio, introduzido novos produtos. Estrearam nos tablets e anunciaram a sua segunda geração de televisores. Na verdade, eles queriam competir com a Apple, mas todos os seus passos indicam que eles querem enfrentar a Samsung, principalmente no mercado asiático. Tal como os coreanos, eles querem oferecer produtos em todos os segmentos, mas com opções mais baratas, ampliando assim a sua filosofia de negócios.

Xiaomi Mi TV 2, uma UHD 4K por apenas US$ 640

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Parece que foi ontem que falamos de como as TVs UHD 4K precisavam receber uma redução drástica de preços para se tornarem competitivos. Ainda precisam ficar bem mais baratas, pois pelo menos no ocidente elas continuam com preços proibitivos para muitos usuários.

Na China, parece que esse cenário é um pouco diferente, já que são líderes de vendas de UHD 4K no mundo. Na CES 2014, vimos algumas empresas asiáticas reduzirem o preço dessas TVs de forma drástica. A Xiaomi fez o mesmo, com sua TV de 49 polegadas, que tem preço inicial sugerido de apenas US$ 640.

30% mais leve que sua predecessora, com 15.5 mm de espessura, um design moderno, diferente dos concorrentes, conta com um sistema de Smart TV e controle por voz para busca de conteúdos… e só custa US$ 640?

É curioso que a Xiaomi ainda faz com que o sistema de áudio do televisor sejam alto-falantes independentes que estão incluídos no pack de venda, conectados via Bluetooth. Vale lembrar que a tela UHD 4K da Xiaomi é fabricada pela LG. Sobre a qualidade de imagem, só “vendo para crer” se vale a economia sugerida.

Xiaomi Mi Tablet: o “eu quero ser um iPad mini”

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Com exceção de movimentos pontuais, o mercado dos tablets Android é algo bem chato. Poucas novidades, estancamento de design, entre outros aborrecimentos. Ainda bem que a Xiaomi existe para nos trazer luz onde existe as trevas.

O Mi Tablet (ou Mi Pad) chega para competir com os principais protagonistas do setor, o iPad mini e o Nexus 7. Por trás de sua tela de 7.9 polegadas (2.048 x 1.536 pixels) temos um processador Tegra K1 a 2.2 GHz e 2 GB de RAM. É o primeiro de sua categoria a usar o novo chip da NVIDIA. Conta ainda com 16 GB de armazenamento (expansíveis via slot para cartões microSD de até 128 GB).

O tablet possui uma versão personalizada do sistema MIUI para tablets (baseado no Android 4.4 KitKat) e estará disponível em seis cores. A Xiaomi afirma que esse não é um produto de fácil desenvolvimento, tanto no hardware como no software. E isso já desperta curiosidade para que eles contem mais detalhes sobre tais dificuldades. Ainda mais com um produto que custa US$ 240 (ou US$ 270, na versão de 64 GB de armazenamento).

A Xiaomi quer ser a Samsung (e a Apple), mas mais barata. Não resta dúvidas disso, e eles mesmos não escondem tal intensão quando falam da concorrência. Porém, eles se esquecem de um pequeno detalhe: a distribuição.

Ninguém duvida da qualidade dos seus produtos. A Xiaomi faz grandes produtos. E quero seguir dizendo que são grandes produtos. Mas quero que eles estejam disponíveis, que sejam acessíveis sem a necessidade de entrar em processos de compras complexas ou lojas online internacionais. Esse é o grande desafio da Xiaomi, apesar deles prometerem que eles estão trabalhando em sua expansão internacional.

Enquanto isso, o seu catálogo de produtos vai aumentando. Smartphones Android, televisores, tablets, set top boxes e até roteadores WiFi. Nesse aspecto, se eles querem mesmo ser a Samsung, estão indo muito bem.