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Acabou o amor pelo Chromebook com o “novo normal”?

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Para quem não sabe, usar certos termos em um blog ou no YouTube pode fazer com que os seus ganhos em publicidade simplesmente despenquem. Então, vou ter o máximo de cuidado ao me referir à crise sanitária global que afeta as nossas vidas desde dezembro de 2019.

De qualquer forma, apesar de compreender que essa crise ainda não acabou e que precisamos manter o máximo de cuidado para minimizar as perdas, alguns setores do mercado estão retomando o seu ritmo, ou algo próximo do que era antes de tudo acontecer.

Um deles é o da informática de consumo. E se teve um produto que foi seriamente afetado com o início do “novo normal” foi o Chromebook.

 

 

 

O que aconteceu aqui?

Aquele que era considerado o queridinho de muita gente por ser barato e cumprir o que promete dá sinais de abandono por parte do mercado, e até mesmo de “esquecimento no churrasco” pelos consumidores.

De acordo com o Canalys, todo o setor de informática registrou quedas de vendas na comparação do terceiro trimestre de 2021 (quando até eu cogito voltar aos estádios de futebol) e o terceiro trimestre de 2020 (quando eu ficava preso em casa, temendo pelo pior).

Porém, o maior afetado com essa desaceleração foi o Chromebook, com uma redução de 36,9%. Os tablets registraram queda de 15%, e os notebook convencionais só perderam 2% de suas vendas. Ou seja, existe uma notável diferença de comportamento aqui.

Os números levam a crer que os usuários que inicialmente estavam entusiasmados com o Chromebook não ficaram com uma segunda impressão positiva do produto, e acabaram optando por um notebook com Windows.

Ou simplesmente entramos na regra “quem comprou, comprou”, e as vendas desaceleraram naturalmente por pura falta de público alvo para este tipo de notebook.

No final do cano passado, as vendas de Chromebooks saltaram de 9% para 18%, um número muito expressivo quando consideramos o mercado como um todo. Mas já no começo de 2021, esse volume de envios voltou para 9%, com uma queda de demanda notável.

Nesse sentido, a HP foi a marca que mais sentiu o golpe, com -66% de envios de Chromebooks, seguida pela Dell, com -39%. A Asus foi a empresa que registrou a menor queda dentro do segmento, com -2,3%.

 

 

 

O amor acabou?

Entendo que esta é uma questão sazonal e circunstancial.

Muitas pessoas que passaram a estudar em casa entenderam que um Chromebook era mais que suficiente para isso. Eu mesmo conheço pelo menos quatro pessoas que aderiram ao sistema operacional do Google e se deram bem com ele.

Logo, pelas circunstâncias apresentadas, os Chromebooks foram beneficiados durante o período mais crítico da crise sanitária global. Com o passar do tempo e a retomada das atividades, essa demanda pelos notebooks com Chrome OS iria naturalmente diminuir.

Assim como aconteceu com os demais produtos de informática e tecnologia. Afinal de contas, você pode voltar ao cinema no lugar de ver filmes na Netflix nos tablets. E notebooks com Windows se tornaram proibitivos ou inexistentes, pois vivemos uma crise na produção de processadores.

Logo, não acho que o amor pelo Chromebook acabou, mas sim que o cenário atual fez com que o interesse do consumidor diminuísse de forma até natural.

No futuro, ele voltará a ser amado e querido por quem quer um notebook barato, pratico e com longa autonomia de bateria.


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