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Agora sim, acabou. Hoje, 25 de abril de 2014, chegou ao fim a mítica história da Nokia no mundo da telefonia móvel. Com o nascimento da Microsoft Mobile, chega ao fim uma das eras mais lendárias da história da tecnologia, que vai deixar saudades e muita gente órfã de uma das marcas mais amadas do mercado. E, por incrível que pareça, eu me incluo na massa dos saudosistas.

Tudo bem, eu já escrevi um posto falando sobre o fim da Nokia. Mas hoje, é diferente. O sentimento hoje é que não tem mais volta. É como se você perdesse algo muito importante na sua vida, do seu passado. No meu caso em particular, eu me remeto mais aos momentos do meu passado que estão relacionados ao universo da marca do que os mais recentes momentos, que não são tão bonitos assim. Mas isso não importa.

Eu definitivamente me inseri no mundo da tecnologia e mobilidade por conta da Nokia. E acho que todo mundo que faz parte da minha geração de geeks também. Foram vários e vários modelos da empresa, onde a maioria deles surpreendeu pela resistência, qualidade de sinal, qualidade de áudio, design, construção geral e desempenho. Podemos dizer que, entre sucessos e fracassos, os smartphones da Nokia eram muito bons. Alguns dos melhores dispositivos da história passaram pelas mãos deles. E isso não é pouco.

O primeiro evento de tecnologia que participei como blogueiro foi da Nokia (Nokia Expedition II, 2009). Eu fui para São Paulo com uma alegria imensa, pois era um trabalho que começava a ser reconhecido. Conheci pessoas que hoje são meus amigos, e não apenas colegas blogueiros (tudo bem, alguns só são colegas mesmo, pois não preciso chamar de amigo alguém que eu só suporto). Também conheci algumas das pessoas que eu admirava e admiro até hoje nesse universo tecnológico.

Sem falar que, até hoje, as pautas da Nokia sempre são algumas das mais visitadas pelos leitores do TargetHD. Não acho que isso vai mudar, mas como não sabemos o que a marca vai virar… bom, vamos dar tempo ao tempo.

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Mas a verdade é uma só. Acabou. Infelizmente.

A marca que promoveu o “Connecting People”, e alcançou esse objetivo de forma tão plena e eficiente. Foi através da Nokia que não fiquei sem sinal quando mais precisava. Foi por um celular Nokia que mandei o meu primeiro e-mail a partir de um dispositivo móvel. Acessei a internet em EDGE pela primeira vez. Minhas primeiras mensagens pelas redes sociais. Enfim, efetivamente comecei a me conectar com o mundo. Me aproximar das pessoas.

Se eu comecei a escrever sobre tecnologia na internet  por conta do lançamento do iPhone, eu posso dizer, sem medo de errar, que só me tornei um viciado em tecnologia por causa da Nokia. Por conta disso, eu sou grato. Mudou minha vida de forma decisiva. Me deu um caminho a seguir. Bom, pelo menos encontrei uma forma de realizar sonhos e planos, trabalhando com tecnologia de forma prazerosa.

Tudo bem, os caminhos depois disso foram meio tortuosos. Quando você vê a marca parar no tempo, e todos os demais avançarem, a tendência natural foi abandonar o antigo amor, e apostar em novas e interessantes propostas. Até mesmo a assessoria de imprensa da Nokia Brasil “deu de ombros” para os meus blogs, quando comecei a evidenciar os problemas que a marca apresentava, com decisões equivocadas e lançamentos sem sentido. Mas nada disso importa.

O que importa… é que fica aquele gosto amargo do adeus. E aquele sentimento de gratidão que os fãs da marca vão carregar para o resto da vida.

O fim da Nokia representa o fim de uma era quase romântica do mundo da tecnologia. Representa o fim de uma fase onde, para muitos, foi onde tudo começou. Representa o tal “sinal dos tempos”, onde as opções se tornam mais escassas. Mas também representa a mudança. O novo. E precisamos olhar para esse momento com atenção. Estamos presenciando a história sendo escrita.

Por isso… obrigado, Nokia. Muito obrigado por fazer parte da minha história de vida. Obrigado por tornar esse mundo mais conectado. Por me aproximar das pessoas. Por me ajudar a fazer com que os meus blogs recebessem mais visibilidade. E principalmente: por me fazer ser um apaixonado por esse mundo louco de tecnologia. Isso, para mim, não tem preço. E se tivesse, não poderia pagar essa dívida de gratidão jamais.

Adeus, Nokia. E muito obrigado!


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